Simone Signoret, pseudônimo de Simone-Henriette-Charlotte Kaminker (Wiesbaden, 25 de Março de 1921 — Paris, 30 de Setembro de 1985) foi uma famosa atriz francesa nascida na Alemanha que atuou em filmes na França, nos Estados Unidos, na Inglaterra e na Itália. Foi a primeira francesa a ganhar um Oscar, levando o prêmio de Melhor Atriz por sua atuação em Room at the Top (1959).
Considerada uma das atrizes mais convincentes do cinema francês, ela começou em 1942 com o filme Bolero, durante a ocupação nazista. Em 40 anos de carreira interpretou uma grande diversidade de personagens.
Seu primeiro papel de protagonista foi em Démons de l'aube, em 1946, e pouco depois impôs sua beleza em La ronde de 1950, uma comédia provocadora baseada na obra de Arthur Schnitzler. Atuou sob a direção de Luís Buñuel em La mort en ce jardin, de 1956, e ganhou o Oscar por seu papel em Room at the Top — que também lhe valeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes. Simone e seu marido se recusaram a cancelar uma viagem a Moscou logo após a invasão soviética da Hungria em 1956. Em Moscou, o primeiro-ministro Nikita Khrushchev os saudou pessoalmente por causa de sua solidariedade aos comunistas.
Outros desempenhos brilhantes desta atriz foram no thriller clássico As Diabólicas de 1955 ao lado de Véra Clouzot, em O gato, de 1970, em um duelo interpretativo com o grande ator francês Jean Gabin; em A viúva, de 1971, ao lado de Alain Delon; e em Madame Rosa, de 1977.
Sua autobiografia, A nostalgia já não é o que costumava ser, foi publicada em 1977. Ela morreu de câncer em sua residência na localidade de Eure, na zona oeste de Paris.
Em 1944, se casou com o diretor Yves Allégret, com quem teve uma filha, a atriz Catherine Allégret, nascida em 1946, e de quem se divorciou em 1949. Em 1951, se casou com o cantor e ator Yves Montand. Juntamente com ele militou até o início dos anos 1980 no Partido Comunista Francês.
Simone Signoret formava com Yves Montand um lendário casal. Estavam unidos por uma profunda ternura e por muitas causas e lutas políticas vividas juntos e o longo de um casamento de 35 anos. Eles trabalharam juntos pela primeira vez, já casados, na peça de Arthur Miller, As feiticeiras de Salém, uma alegoria do macartismo. Depois eles fariam juntos cinco filmes, entre eles Paris está em chamas (1966), de René Clement e A confissão (1970) de Costa-Gavras.