Neste Dia

Solar Impulse

Um projeto de um avião de longo alcance movido a energia solar

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Impulso Solar (em inglês: Solar Impulse) é projeto de avião solar de longo alcance atualmente estudado na Escola Politécnica Federal de Lausana (EPFL), na Suíça. O projeto é promovido por Bertrand Piccard, e visa uma volta ao mundo utilizando-se somente energia solar.

A aeronave deverá ter somente um lugar, ser capaz de navegar autonomamente, de modo a manter o navegante a bordo durante dias. Se a eficiência das baterias tornar possível reduzir o peso, poderá ser criado um modelo de dois lugares, para tornar a façanha de volta ao mundo menos difícil. Em 2016, o Solar Impulse 2, completou a primeira circum-navegação da Terra feita por uma aeronave de asa fixa movida somente através de energia solar.

2003: Estudo de viabilidade na EPFL.

2004-2005: Desenvolvimento do conceito.

2006: Simulação de voos de longos cursos.

2008-2009: voos de teste do protótipo

2009-2010: construção do avião final

2011: vários dias de missões, atravessando o Oceano Atlântico e tentando dar a volta ao globo em cinco estágios

A decolagem foi em maio de 2011, para um voo ao redor do mundo realizando-se um rota próxima à linha equador, mas essencialmente no hemisfério norte. Cinco paradas foram planeadas, para trocar os pilotos. Cada perna teve a duração de três a quatro dias, limitadas pela fisiologia humana dos pilotos.

A envergadura do Solar Impulse é de 80 metros, ligeiramente maior do que a envergadura de um Airbus A380, a fim de minimizar o a quantidade de energia necessária para mantê-lo no ar, e oferecerá uma superfície máxima para as células solares. Essa característica, que proporciona um autossustentação de 8 kg/m², cria uma sensibilidade maior a turbulências. A estrutura ultraleve foi construída com fibra de carbono.

Enquanto tradicionalmente se tem uma densidade de área na ordem dos 10 kg/m², no projeto Solar Impulse deverá ser obtido algo na ordem de 0.5 kg/m². Estes materiais podem também ter funcionalidade integrada, sensores interpretados de maneira automática, controle ativo, etc.

Uma camada de células solares ultrafinas foi integrada à asa. Estas células são projetadas de modo a serem flexíveis o suficiente para resistir a deformações e vibrações.

Células fotovoltaicas gerarão eletricidade durante o dia, que servirá tanto para propulsionar o avião, como para recarregar baterias que possibilitarão o voo noturno. A energia acumulada durante o dia será armazenada em baterias de lítio localizadas dentro das asas; a densidade de cada uma delas deverá ser algo próximo de 200 Wh/kg, e elas deverão suportar que a temperatura varie entre +80 C e –60 C.

A média da força fornecida aos motores será da ordem de 12 hp, comparável à média do projeto en:Wright Flyer.

O cockpit proporcionará pressurização, oxigênio e várias características ambientais que permitirão ao piloto uma altitude de cruzeiro de 12 000 metros.

O projeto é parcialmente financiado por companhias privadas tais como Schindler Group, Solvay, Omega, Deutsche Bank e Altran. A EPFL, a Agência Espacial Europeia (ESA) e o Dassault fornecem conhecimentos técnicos especializados.

A construção da segunda aeronave, conhecida como Solar Impulse 2, com o registro suíço HB-SIB, começou em 2011. A conclusão estava inicialmente prevista para 2013, com uma circum-navegação de 25 dias do globo terrestre prevista para 2014. No entanto, uma falha estrutural da longarina principal da aeronave ocorreu durante os ensaios estáticos em julho de 2012, levando a atrasos no cronograma de testes de voo para permitir reparos. O primeiro voo do Solar Impulse 2 ocorreu na base aérea de Payerne, Suíça, em 2 de junho de 2014.

Circum-navegação da Terra (2015-16)

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