Neste Dia

Stasi

Serviço secreto da Alemanha Oriental (1950–1990)

Anúncio

A Stasi (forma curta de Ministerium für Staatssicherheit, "Ministério para a Segurança do Estado") era a principal organização de polícia secreta e inteligência da República Democrática Alemã (RDA).

Criada em 8 de fevereiro de 1950, centrava suas operações na capital, Berlim Oriental, onde mantinha um extenso complexo em Lichtenberg e outros menores dispersos pela cidade. A Stasi é reconhecida como um dos serviços de inteligência mais efetivos do mundo. Seu principal objetivo era espionar a população da Alemanha Oriental, majoritariamente via uma enorme rede de espionagem de civis-informantes. A repressão política era uma das prioridades, combatendo a oposição através de tortura psicológica de dissidentes (num método chamado Zersetzung, que é traduzido como "decomposição"). No total, mais de 250 000 alemães foram presos por razões políticas pela Stasi durante os quarenta anos de sua existência.

A antiga sede da Stasi em Berlim é hoje o Stasimuseum, um museu onde os visitantes podem inteirar-se das atividades. A partir de 1990, vários funcionários da Stasi foram levados a julgamento por crimes cometidos contra a população. Após a reunificação da Alemanha, qualquer cidadão pode acessar seus dados coletados pela agência durante sua existência.

Fundada em 8 de fevereiro de 1950, seguiu o modelo organizativo do departamento de segurança do Estado da União Soviética. O primeiro responsável pela Stasi foi Wilhelm Zaisser, assistido por Erich Mielke. Foi substituído em 1953 por Ernst Wollweber, que renunciou em 1957 após diversos desencontros com Walter Ulbricht e Erich Honecker, dirigentes da RDA. Foi substituído pelo seu segundo, Mielke.

Nesse mesmo ano, Markus Wolf foi nomeado diretor da Hauptverwaltung Aufklärung (HVA, Administração Central de Reconhecimento, a sua seção de inteligência exterior), atingindo um importante sucesso na infiltração de espiões em círculos políticos, governamentais e de empresários da República Federal da Alemanha (RFA), chegando a provocar a queda de Willy Brandt, o chanceler da RFA. Em 1986, Wolf retirou-se e foi substituído por Werner Grossmann.

Naquele tempo, a colaboração entre a Stasi e a KGB foi muito estreita, com funcionários de enlace soviéticos em território alemão e à inversa. A Stasi chegou a ter bases de operações em Moscovo e Leningrado.

Em 1989, pouco tempo antes da dissolução da RDA, foi mudado o nome da Stasi pelo de Oficina para a Segurança Nacional, com Rudi Mittig à cabeça.

Foi dissolvida em 1989 após a queda do Muro de Berlim.

Até meados da década de 1980, uma rede de informadores civis (inoffizielle Mitarbeiter) cresceu nas duas margens da fronteira interior alemã. Estima-se que, no momento da extinção da RDA em 1989, a Stasi contava com cerca de 90 mil funcionários a tempo completo e por volta de 175 mil informadores.

O Ministério para a Segurança do Estado incluiu os seguintes departamentos:

Administração Central de Reconhecimento (HVA): destinada ao trabalho no exterior, nomeadamente na Alemanha Ocidental e noutros países da NATO.

Administração Central de Coordenação: coordenava o trabalho com os organismos de inteligência soviéticos.

Departamento Central para Comunicações Seguras e Proteção Pessoal: proporcionava segurança pessoal para os dirigentes da RDA e mantinha e operava um sistema interno de comunicações seguras para o governo.

Administração para a Segurança da Indústria Pesada e Investigação: proporcionava segurança para a indústria.

Administração Central para a Segurança Econômica: protegia contra a sabotagem e a espionagem.

Administração Central para a luta contra pessoas suspeitas: encarregada da vigilância de estrangeiros suspeitosos, principalmente procedentes da Alemanha Ocidental

Divisão de Análise do Lixo: analisava lixo e materiais suspeitosos.

Administração 12: Vigilância das comunicações

Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium
Stasi | World in Stories