Tarumirim é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Localiza-se no Vale do Rio Doce, estando situado a cerca de 290 km a leste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 730 km², sendo que 3 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada em 15 104 habitantes em 2025.
O topônimo Tarumirim significa "céu pequeno". Provavelmente o nome seja uma formação híbrida da palavra krenak taru "céu" e o sufixo diminutivo tupi "pequeno". A palavra céu em tupi é ybáka.
Para Navarro, o nome vem do tupi tarumã-mirim, árvore da família das verbenáceas.
A região do atual município de Tarumirim aparece nos mapas do começo do século XVIII como área de dominação dos botocudos. O povoamento por forasteiros foi consolidado posteriormente pelo estabelecimento de Antônio Cunha e seus irmãos, o que incentivou a fixação de novos moradores. Com isso, foi formado o povoado que ficou conhecido como Patrimônio do Cunha.
Mediante a lei estadual nº 556 de 30 de agosto de 1911, a localidade foi reconhecida como distrito pertencente a Caratinga, com a denominação de "Tarumirim". O então distrito foi transferido para Itanhomi pela lei estadual nº 843 de 7 de setembro de 1923, porém foi emancipado pelo decreto-lei estadual nº 148 de 17 de dezembro de 1938.
Em 1º de janeiro de 1939, foi instalada a Comarca de Tarumirim. Após a emancipação, o município passou por diversas modificações territoriais, com sucessivas criações e emancipações de distritos. De Tarumirim foram desmembrados os municípios de Tumiritinga (1948), Fernandes Tourinho (1962), Engenheiro Caldas (1962) e Sobrália (1962).
De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Governador Valadares. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Caratinga, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Vale do Rio Doce. O principal acesso ao município é a partir da BR-116.
O bioma original predominante é a Mata Atlântica. O município está situado na bacia do rio Doce e o relevo é predominantemente acidentado. O principal curso hídrico que banha Tarumirim é o rio Caratinga, que intercede a área do município. Entretanto, o território municipal é banhado por diversos mananciais de pequeno porte, sendo alguns dos mais expressivos os córregos Bananalzinho, Barreirão, das Onças, do Padre e Vai-Volta.
Em 2022, a população foi estimada em 14 709 habitantes pelo censo daquele ano, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o censo de 2022, 9 970 habitantes viviam na zona urbana (67,78% do total) e 4 739 na zona rural (32,22%). Com relação aos credos religiosos, a população municipal com dez anos de idade ou mais está composta por 9 488 católicos (73,27% do total), 3 008 evangélicos (23,23%), 290 pessoas sem religião (2,24%), 18 espíritas (0,14%), 13 da umbanda e candomblé (0,1%) e 1,02% estão divididos entre outras religiões.
A administração do município é feita a partir dos poderes Executivo, representado pelo prefeito e seus secretários, e Legislativo, constituído pela câmara de vereadores, composta por nove vereadores, eleitos para mandatos de quatro anos. Tarumirim abriga uma comarca de primeira entrância do Poder Judiciário estadual, que tem como termos os municípios de Engenheiro Caldas, Fernandes Tourinho e Sobrália. O município possuía, em maio de 2026, 10 173 eleitores, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O Produto Interno Bruto (PIB) de Tarumirim tem seu rendimento concentrado no setor terciário da macroeconomia. Em 2025, de acordo com o SEBRAE, havia 1 432 empresas ativas, a maior parte das quais representada pelo comércio varejista (24,9%), seguido pelo setor de serviços especializados para construção (11,9%) e por atividades de serviços pessoais (7,05%). No mesmo ano, 1 267 pessoas estavam empregadas, sendo que os setores que mais empregavam eram a administração pública (34,4%), comércio varejista (22,5%) e serviços de escritório e apoio administrativo (9,2%). Vale ressaltar que, como a maioria das cidades da região de Governador Valadares, Tarumirim também recebe muitos investimentos por parte de brasileiros que vivem nos Estados Unidos.
Dentro da agricultura, a milho representou a maior área ocupada pela lavoura temporária municipal em hectares (ha) em 2024, com um total de 200 ha cultivados, seguido pelo feijão (130 ha) e pela cana-de-açúcar (48 ha). Enquanto isso, os cultivos permanentes mais representativos foram a banana (35 ha), café (14 ha) e coco-da-baía (9 ha). Com relação à pecuária, o município possuía um rebanho de 43 177 bovinos, 23 180 galináceos, 1 945 suínos e 1 339 equinos. Tarumirim produziu 20 377 mil litros de leite de 8 806 vacas, 80 mil dúzias de ovos de galinha de 8 000 galinhas e 890 quilos de tilápia.
Em 2022, foram registrados 151 óbitos por morbidades, dentre os quais as doenças do sistema circulatório representaram a maior causa de mortes (21%), seguida pelas doenças do sistema respiratório (16%). Já em 2023, foram registrados 135 nascidos vivos, sendo que o índice de mortalidade infantil no mesmo ano foi de 14,81 óbitos de crianças menores de um ano de idade a cada mil nascidos vivos. Em 2022, segundo o IBGE, 65,91% dos domicílios ocupados possuíam a rede geral de água como principal forma de abastecimento e 99,90% possuíam banheiro de uso exclusivo da moradia. Com relação ao esgotamento sanitário, 60,00% das habitações eram atendidas pela rede geral ou pluvial.
O município conta com o Hospital São Sebastião de Tarumirim, instituição sucessora do Hospital São Vicente de Paulo de Tarumirim. Com sede na Rua Manoel Joaquim de Andrade, 308, Centro, o hospital foi criado pela Sociedade de São Vicente de Paulo (que hoje se afastou do comando da associação) e é uma instituição de caráter filantrópico e sem fins lucrativos, cumpre seu papel assistencial e se consolida como referência regional, totalmente equipada com médicos e com atendimento público.
Na área da educação, dentre os habitantes de 18 anos ou mais em 2022, 52,18% não completaram o ensino fundamental, 12,55% tinham somente o fundamental completo, 25,03% tinham o ensino médio completo e 10,24% o ensino superior completo, sendo que a população com onze anos ou mais de idade tinha em média 7,2 anos de estudo. O percentual de alfabetização dos moradores de 15 anos ou mais, por sua vez, era de 87,98%, resultando em 12,02% de pessoas não alfabetizadas nesse grupo de idade. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) da Educação era de 0,499 em 2010.
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