Pierre Jules Théophile Gautier (francês: [pjɛʁ ʒyl teofil ɡotje]; Tarbes, 31 de agosto de 1811 – Paris, 23 de outubro de 1872) foi um escritor, poeta, jornalista e crítico literário francês.
Enquanto Gautier foi um ardente defensor do Romantismo, sua obra é difícil de classificar e continua a ser um ponto de referência para muitas tradições literárias posteriores, como parnasianismo, simbolismo, modernismo e decadentismo. Ele foi amplamente valorizado por escritores tão diversos como Balzac, Baudelaire, os irmãos Goncourt, Flaubert, Proust e Oscar Wilde.
Pierre Jules Théophile Gautier nasceu em 31 de agosto de 1811, em Tarbes. Ainda jovem, mudou-se para Paris com sua família. Seu desejo inicial era dedicar-se à pintura mas, influenciado por Victor Hugo, passou a interessar-se pela literatura (especialmente a poesia romântica). Vestindo sempre um colete vermelho e calças verdes, tornou-se personagem conhecida antes mesmo de alcançar a fama como escritor.
Em 1830 publicou suas primeiras poesias, nas quais demonstra habilidade na descrição precisa e colorida de objetos e paisagens.
No prefácio de Mademoiselle de Maupin, de 1835, Gautier afirma sua posição estética, seu culto da arte pela arte, seu desdém pela moral, sustentando a tese de que a arte e a moral nada têm em comum.
Aos poucos, afasta-se de seus amigos românticos. Nessa época, por necessidades econômicas, teve de sujeitar-se ao trabalho de crítico dramático, literário e artístico do La Presse e depois do Le Moniteur Universel.
Ao contrário de outros românticos, Gautier não se manifestou ativamente em política. Sua obra compreende coletâneas de poesias, entre as quais: Émaux et Camées, de 1852, obra que teve grande influência sobre Baudelaire, Banville e outros poetas parnasianos; romances como O Romance da Múmia, de 1858 e Capitão Fracasse, de 1863; diários de viagem e o poema L´Art, uma das obras mais importantes e características de Gautier, onde ele proclama o valor absoluto da profissão de artista, a necessidade — para o poeta — de aceitar as dificuldades da técnica, sugerindo a ideia do jogo sutil das imagens e a utilização delicada dos recursos de linguagem.
Faleceu aos 61 anos. Foi sepultado no Cemitério de Montmartre, em Paris.
Sua produção estava, até meados do século XX, dispersa e havia naquela época a estimativa de que montava em mais de duzentos volumes, que o colocam dentre os mais produtivos e originais autores de seu tempo.
1832: Albertus, Laquelle des deux, histoire perplexe, Nid de rossignols
1835: Mademoiselle de Maupin (romance)
1836: La Morte amoureuse (conto)
1837: La Chaîne d'or (novela), Fortunio
1838: La Comédie de la Mort et poésies diverses, Une nuit de Cléopâtre (novela)
1839: Une Larme du Diable, Le Tricorne Enchanté et Pierrot Posthume, La toison d'or
1843: Le Voyage en Espagne, La Péri (balé)
1845: España, L'Oreiller d'une jeune fille
1846: Les Roués innocents, Le Pavillon sur l'eau