Thiago Neves Augusto (Curitiba, 27 de fevereiro de 1985), é um treinador e ex-futebolista brasileiro que atuava como meio-campista. Comanda o Sub-20 do Bangu.
Destaque das categorias de base do Paraná, por onde atuou entre 2000 e 2005, Thiago Neves chegou a ser promovido aos profissionais em 2004, mas foi no ano seguinte que passou a atuar na equipe profissional do seu clube do coração, chegando a figurar entre os melhores jogadores do campeonato estadual. Apesar das boas atuações, o jogador já apresentava problemas disciplinares naquela temporada — tanto que, em novembro, acabou afastado da equipe após chegar atrasado a treinamentos. O então técnico paranista, Luiz Carlos Barbieri, não teve dúvidas ao punir o meio-campista, que também havia tido problemas com o treinador anterior, Lori Sandri.
O jogador, porém, havia feito um ótimo primeiro turno no Campeonato Brasileiro de 2005. Na surpreendente campanha do Paraná, foi bastante efetivo e se valorizou. Ainda que, depois, os problemas disciplinares tenham minado seu espaço no clube. Barbieri deixou o caso nas mãos da direção e, assim, Thiago Neves foi para o Vegalta Sendai, do Japão. No clube da Segunda Divisão Japonesa (J2 League), foi treinado por Joel Santana e teve ainda as companhias do centroavante Borges, outro ex-paranista, além do meia Lopes Tigrão, ex-Palmeiras, Juventude e Cruzeiro.
Contratado pelo Fluminense no início de 2007, Thiago Neves chegou no clube para ser apenas uma peça de reposição. O jogador, no entanto, logo se firmou e foi fundamental na campanha do título da Copa do Brasil, sendo destaque ao entrar no decorrer das partidas. O principal obstáculo para ser titular do Tricolor tinha nome: o meia Carlos Alberto, principal contratação do Flu na temporada. Mas logo após o título da Copa do Brasil, Carlos Alberto foi contratado pelo Werder Bremen, da Alemanha, e Thiago Neves ganhou mais chances de mostrar o seu verdadeiro futebol.
Desde o início do Campeonato Brasileiro, Thiago começou a fazer belas partidas, como na vitória por 3–0 diante do Internacional, em que começava a mostrar uma de suas fortes características: o chute de longa distância, especialmente em cobranças de falta, além de apresentar um ótimo drible e técnica. Naquela partida, válida pela 3ª rodada, o goleiro colorado Renan sofreu o primeiro dos 14 gols que o meio-campista faria no Brasileirão. No segundo semestre de 2007, envolveu-se em problemas extracampo ao faltar treinos para negociar com o Palmeiras e chegou a esconder conversas do treinador Renato Gaúcho. Mas o problema se resolveu assim que Thiago renovou seu contrato, assumindo um compromisso de três anos pela equipe tricolor. Ao final do Campeonato Brasileiro, Thiago ganhou a Bola de Ouro da revista Placar como o melhor jogador deste campeonato.
Na Copa Libertadores da América de 2008, Thiago Neves teve excelentes atuações e participações decisivas. Na final, ele marcou os três gols da vitória do Fluminense sobre a LDU Quito no tempo regulamentar. Como não era o resultado necessário, a partida foi para a prorrogação, e depois à disputa por pênaltis. Thiago Neves não conseguiu levar o seu time ao título, desperdiçando sua cobrança, assim como Washington e Darío Conca. Mesmo assim, obteve a marca de ser o primeiro jogador a marcar três gols em uma final da Copa Libertadores da América.
No dia 29 de agosto de 2008, foi vendido ao Hamburgo por 9 milhões de euros (cerca de 20 milhões de reais).
Após ficar pouco mais de seis meses na Alemanha, o jogador não teve muitas oportunidades e foi negociado com o Al-Hilal, da Arábia Saudita, por 7 milhões de euros. O empresário do atleta propôs um acordo em que o jogador fosse emprestado ao Fluminense por cinco meses, o que foi aceito. Thiago Neves disputou o Campeonato Carioca e a Copa do Brasil pelo Tricolor em 2009. Apesar de não repetir as atuações enlouquecedoras de antes, ele realizou bons jogos. Assim como todo o time, não rendeu tudo o que podia.
Em junho de 2009, Thiago Neves voltou ao Al-Hilal após o término do seu contrato de empréstimo. Entretanto, voltou a jogar como nos velhos tempos e foi o artilheiro do Campeonato Saudita.
Em 13 de janeiro de 2011, assinou com o Flamengo que adquiriu 20% dos direitos econômicos do jogador. Os demais 80% continuam sendo do Al-Hilal. Nessa contratação, o Flamengo gastou cerca de 1,5 milhões de euros.
Seu primeiro gol com a camisa do Fla aconteceu em 30 de janeiro, na vitória de 2–1 contra o Vasco da Gama. Thiago Neves deu um lençol no goleiro do Vasco da Gama, Fernando Prass, e tocou de coxa para as redes. Conquistou seu primeiro título pelo Flamengo, a a Taça Guanabara, após a vitória de 1–0 na final contra o Boavista, em que Ronaldinho Gaúcho marcou de falta. Mais tarde, na semifinal da Taça Rio, ele fez o gol de empate contra seu ex-clube, o Fluminense, no empate por 1–1, levando a vaga na final para os pênaltis, vencida pelo Flamengo. Na final, se o seu time vencesse o Vasco da Gama, seria campeão do Campeonato Carioca. O jogo terminou em 0–0 e a equipe rubro-negra venceu na disputa por pênaltis. Thiago Neves foi o craque do torneio, o melhor meia-esquerda e também o craque da galera, além de ser o artilheiro do Flamengo na competição.
Já pelo Campeonato Brasileiro de 2011, foi um dos destaques da equipe ao lado de Ronaldinho Gaúcho, Willians e Léo Moura. O meia teve grande atuação no dia 27 de julho, na Vila Belmiro, na emocionante vitória por 5–4 contra o Santos. Além de marcar o segundo gol rubro-negro (quinto do jogo), de cabeça, Thiago Neves ainda deu uma assistência para o último gol, feito por Ronaldinho.
Terceira passagem pelo Fluminense
No dia 17 de janeiro de 2012, foi confirmado o retorno do meia ao Fluminense. Essa foi a terceira passagem do jogador pelo clube, com o qual assinou contrato por quatro temporadas. A contratação do jogador foi concretizada após uma disputa por cerca de duas semanas entre Flamengo e Fluminense, o valor da transação foi de cerca de 16 milhões de reais. No dia 20 de janeiro, foi apresentado oficialmente pelo Flu no Salão Nobre das Laranjeiras, com transmissão ao vivo através do Twitter.
Após a saída do atacante Rafael Moura para o Internacional, Thiago Neves voltou a usar a camisa 10, com a qual atuou em suas duas primeiras passagens pelo Fluminense.
No dia 20 de outubro de 2012, Thiago Neves despertou interesse do Milan com suas atuações pelo Flu, e foi publicado por um jornal oficial da Itália, de acordo com a imprensa italiana, que o Milan teria interesse em contar com o atleta em 2013. Lazio e Roma também estariam observando o apoiador, que tinha contrato com o clube das Laranjeiras até 2016. Dois dias depois, o Milan desmentiu a negociação com o meia. Durante a partida em que o Fluminense foi campeão, contra o Palmeiras, Thiago só deu um chute a gol e parou no goleiro Bruno.
Em 24 de janeiro de 2013, o jogador teria sido sondado pelo Spartak Moscou. O diretor executivo do Fluminense, Rodrigo Caetano, porém, descartou a saída de Thiago Neves para o time russo. No mesmo dia, o meio-campista deu uma assistência para Leandro Euzébio marcar o gol da vitória de 1–0 sobre o Olaria no Campeonato Carioca. Já no no dia 13 de fevereiro, Thiago acabou ficando fora da partida contra o Caracas, pela Libertadores, após ser vítima de sinusite. Na ocasião, ele tomou um remédio por indicação de um médico particular, que não pertencia ao departamento médico do Fluminense. Ao receber a informação, o diretor Rodrigo Caetano decidiu pelo corte, uma vez que o remédio teria corticosteroide, substância proibida por alterar o rendimento do atleta. No dia 24 de fevereiro, Thiago perdeu um pênalti contra o Madureira em um jogo que terminou empatado em 2–2. Já no dia 2 de março, Thiago Neves balançou as redes e marcou um gol contra o rival Vasco, mas sua equipe sofreu a virada aos 41 minutos do segundo tempo e acabou perdendo por 3–2. Com essa derrota, o Flu acabou ficando fora da final da Taça Guanabara. Em seguida, Thiago ficou ausente do time por mais de duas semanas por conta de um estiramento na panturrilha esquerda. O jogador voltou da lesão no dia 28 de abril, atuando no jogo contra o Volta Redonda; na ocasião, marcou um gol por cobertura, o último da vitória por 4–1, que qualificou o Tricolor para a final da Taça Rio, contra o Botafogo.