Thiago Seyboth Wild (Marechal Cândido Rondon, 10 de março de 2000) é um tenista profissional brasileiro. Ele ganhou o título de simples masculino juvenil do US Open de 2018 e alcançou o recorde da carreira em 20 de maio de 2024 ao chegar no 58º lugar na classificação simples e o 197º lugar em duplas em 22 de maio de 2023 na classificação da Associação de Tenistas Profissionais (ATP). Ele também chegou ao 8º lugar júnior da Federação Internacional de Tênis em 22 de janeiro de 2018.
Seyboth Wild fez sua estreia no sorteio principal do ATP de São Paulo de 2018 depois de receber um wildcard no sorteio principal de simples. Ele conquistou seu primeiro título do Challenger em Guayaquil derrotando o boliviano Hugo Dellien em 3 de novembro de 2019. Com apenas 19 anos de idade, ele conquistou seu primeiro título do ATP Tour em Santiago do Chile derrotando Casper Ruud em 1º de março de 2020. Ao conquistar este título, ele se tornou o mais jovem brasileiro a ganhar um título ATP e é apenas o segundo brasileiro na história a eliminar um tenista top-2 do mundo em torneios Grand Slam, igualando um feito de Gustavo Kuerten em 2004, contra Roger Federer. Ele também se tornou o primeiro jogador nascido nos anos 2000 a ganhar um título do ATP Tour.
2018: Título de Grand Slam Juvenil
Wild se tornou o segundo brasileiro a ser campeão da chave juvenil de um Grand Slam (US Open), em 9 de setembro, se juntando a Tiago Fernandes. Em 2018, ele também fez semifinal juvenil no Australian Open, e nas duplas juvenis de Roland Garros.
2019: Primeiro título Challenger
Em novembro de 2019, aos 19 anos, venceu seu primeiro Challenger em Guayaquil, entrando pela primeira vez no top 300 mundial. Com o título, ele saltou para a 235ª colocação do ranking mundial, e se tornou o terceiro melhor tenista do Brasil no momento, ficando atrás apenas do cearense Thiago Monteiro e do mineiro João Menezes
2020: Wildcards e primeiro título ATP 250
Em fevereiro de 2020, recebe convite para participar do ATP 500 do Rio de Janeiro, onde derrota o top 100 espanhol Alejandro Davidovich por 2 sets a 1 (5/7, 7/6 (7-3) e 7/5) na 1a rodada, no jogo mais longo da história do torneio (3h49). Na rodada seguinte, enfrenta o n.32 do mundo, Borna Coric, perdendo por 7/6 no último set. Com os pontos obtidos, ele entrou no top 200 mundial pela primeira vez em 24 de fevereiro de 2020, saltando para a 182º posição do ranking.
Na semana seguinte, convidado para o ATP 250 de Santiago, Wild realiza a maior campanha de sua carreira: derrota Facundo Bagnis (ex-top 60 mundial), Juan Ignacio Londero (n.63 do mundo) e nas quartas-de-final, o cabeça de chave n.1 do torneio, e campeão do ATP 500 do Rio, o chileno Cristian Garín, n.18 do mundo, por 7/6 e desistência. Com isso, chega a sua primeira semifinal de torneio ATP. Além disso, se garante como tenista n.2 do Brasil. Na semi, derrota facilmente Renzo Olivo por 2 sets a 0, numa das maiores façanhas do tênis nacional masculino: se torna o mais jovem brasileiro a chegar numa final desse nível, superando feitos de Gustavo Kuerten, então com 20, e de Jaime Oncins e Thomaz Bellucci, aos 21 anos. Também se torna o primeiro brasileiro a disputar uma final de nível ATP desde que Thomaz Bellucci foi vice em Houston, em abril de 2017. Na final, derrota Casper Ruud, n.38 do mundo e campeão do ATP 250 de Buenos Aires duas semanas antes, por 2 sets a 1, se tornando campeão do ATP 250 de Santiago, com 19 anos de idade, superando o feito de Guga, que ganhou seu primeiro ATP aos 20 anos. Wild também é o tenista mais jovem a conquistar um título na gira latino-americana de saibro, desde que Rafael Nadal ganhou Acapulco, em 2005, aos 18 anos. De 182º do mundo, deu um salto no ranking da semana seguinte para o 113º posto, bem próximo de uma vaga direta em Roland Garros.
Após a temporada ser paralisada por alguns meses devido à pandemia de COVID-19, Wild vai, em setembro, ao forte Challenger de Aix-en-Provence, na França, com participação de 4 tenistas do top 100 mundial e pontuação de 125 pontos ao campeão (a maior existente entre os Challengers), e chega à final.
2023: Entrada no top 100, tenista n° 1 do Brasil, novos títulos de Challenger, vitória sobre top 5
Em 2023, Wild mudou-se para a Argentina, fator que posteriormente considerou importante para a ascensão na carreira. Após dois anos de maus resultados, em março de 2023, Wild chegou à final do Challenger de Santiago, perdendo para Hugo Dellien, e na semana seguinte, venceu o Challenger em Viña del Mar, derrotando o cabeça-de-chave Hugo Gaston e retornando ao top 230 no ranking de simples em 20 de março de 2023.
Ele também chegou à final de duplas no ATP 250 de Viña del Mar em parceria com Matías Soto. Como resultado, ele alcançou uma nova classificação de duplas na carreira de No. 230 em 20 de março de 2023. Em 30 de abril, Wild venceu o Challenger de Buenos Aires em simples e em duplas. Com isso, retornou ao top 200 mundial de simples, e entrou pela primeira vez no top 200 mundial de duplas. Em maio, participando do Challenger 175 de Piemonte, chegou às quartas de final perdendo apenas para o cabeça-de-chave n.1 e top 50 Sebastián Báez, em três sets.
Wild se classificou para Roland Garros pela primeira vez no final de maio de 2023. Ele entrou nas qualificatórias do torneio em maio. Venceu suas três partidas contra Antoine Bellier, Ričardas Berankis e Dominik Koepfer perdendo apenas um set. Na primeira rodada do torneio, sorteado para enfrentar o n.2 do mundo, Daniil Medvedev, e ranqueado apenas como o n.172 do mundo, Wild derrotou o russo por 3 sets a 2, juntando-se a um pequeno grupo de brasileiros que já venceram um dos dois primeiros do ranking na Era Profissional. Após a derrota, Medvedev disse sobre Wild que "se continuar jogando assim, estará entre os 30 melhores do mundo". Wild ainda derrotou Guido Pella na 2a rodada por 3 sets a 1, e na 3a rodada, enfrentando o cabeça de chave n.27 do torneio, o japonês Yoshihito Nishioka, foi eliminado por 3 sets a 2 após ter dificuldades com o cansaço.
Sem possuir ranking suficiente para entrar direto nos torneios ATP de grama pós-Roland Garros, Wild fez sua preparação e entrou no torneio classificatório de Wimbledon, enquanto travava sua batalha particular para ser o número 1 do Brasil, contra Felipe Meligeni Alves e Thiago Monteiro. Ele derrotou Jelle Sels e Pierre-Hugues Herbert, mas na última rodada da qualificação, enfrentando Tomás Barrios Vera, no início do 5º e último set, sofreu uma leve entorse no tornozelo que lhe custou a vaga em Wimbledon. Wild então decidiu competir no saibro no Challenger em Karlsruhe, Alemanha.
Depois de chegar às quartas de final em Karlsruhe e às semifinais do Challenger 125 em Braunschweig, ambas na Alemanha, Wild tornou-se o tenista número 1 do Brasil pela primeira vez, superando Thiago Monteiro, que passou 5 anos na posição.
Wild entrou no top 100 mundial pela primeira vez em setembro de 2023, quando venceu o Challenger em Como, Itália. Ele derrotou o ex-top 20 Benoît Paire na semifinal e o ex-top 40 Pedro Martínez na final, conquistando seu 4º título de Challenger na carreira, o 3º do ano. Na semana seguinte, jogando no Challenger 125 de Gênova, Wild conquistou o segundo Challenger seguido e o quarto no ano, ao derrotar na final o ex-top 10 mundial Fabio Fognini, chegando, assim, ao top 80 mundial.
Na reta final da temporada de 2023, disputou quatro ATPs em quadras cobertas no piso rápio (Estocolmo, Basileia, Paris-Bercy e Metz), uma novidade em sua carreira, visando evoluir e se adaptar melhor a esse tipo de quadra.