Thor (nórdico antigo: Þórr; PRONÚNCIA) é um deus proeminente no paganismo germânico. Na mitologia nórdica, ele é um deus empunhando um martelo associado a relâmpago, trovão, tempestades, bosques e árvores sagradas, força, a proteção da humanidade e a fertilidade.
A divindade era conhecida pela mitologia germânica e paganismo como Þunor (em inglês antigo) ou Donar (em alto-alemão antigo), decorrente da língua protogermânica Þunraz (que significa "trovão"). Thor também é chamado de Ásaþórr, Ökuþórr, Hlórriði e Véurr.
Em última análise decorrente da religião protoindo-europeia, Thor é um deus devidamente destacado em toda a história registrada dos povos germânicos, a partir da ocupação romana de regiões da Germânia, para as expansões tribais do período de migração, a sua alta popularidade durante a Era Viquingue. Dentro do período moderno, Thor continuou a ser reconhecido no folclore rural de todas as regiões germânicas, é frequentemente referido em nomes de lugares e o dia da semana Thursday / Donnerstag (Quinta-feira) ou Dia de Thor, é utilizado desde o período pagão até os dias de hoje. No sul do Brasil, na variante regional riograndense do idioma alemão hunsriqueano, Donnerstag é Donnerstooch.
É filho de Odin (o deus supremo de Asgard) e Jord (a deusa de Midgard), foi casado com Sif. Durante o Ragnarök, Thor matará e será morto por Jörmungandr.
Thor nasceu, filho de Odin, rei de Asgard, e da giganta, Jord. Ele tinha um irmão mais novo, Meili. Em algum momento de sua vida, ele se casaria com Sif e teria um filho, Modi e duas filhas, Lorride e Thrúd, com ela. Thor também teve outro filho mais velho, Magni, que Thor foi concebido com seu casamento com Járnsaxa. Thor também tem um enteado, filho de Sif, Uller, que Sif concebeu de seu primeiro casamento.
Em algum momento, Odin convidou o gigante de pedra, Hrungnir, para ir a Asgard. Depois de se embriagar com hidromel, Hrungnir foi incitado por Odin a fazer todo tipo de ostentação e travessuras, tudo para diversão da corte. Quando Thor chegou ao salão, ele não gostou das ameaças do gigante bêbado e começou a bater o Mjölnir com tanta força na cabeça de Hrungnir que ele foi feito em pedaços, com pedaços de rocha acabando alojados na cabeça de Thor. Assustado com a pedra, ele não percebeu o corpo de Hrungnir caindo em cima dele. Nenhum dos Aesir no salão era forte o suficiente para empurrar o cadáver para longe dele. Mas então os filhos de Thor, Magni e Modi, que na época não eram maiores que arbustos, vinham em auxílio do pai e tiravam o corpo de Hrungnir de cima dele.
Em algum momento de ira, Odin furiosamente ordenou que Thor, junto com seu irmão Meili, usasse Mjölnir para massacrar todos os gigantes em Midgard que pudesse encontrar. Thor já havia massacrado a maioria dos Gigantes em Midgard (com exceção de Jörmungandr, sua grande rival) e conquistado uma reputação terrível como o Deus Nórdico mais forte em todos os Nove Reinos.
Certa vez, o pai de Thor, Odin, fez uma aposta com um gigante, que havia se disfarçado de mortal, para melhorar as muralhas de Asgard dentro de um período de tempo quase impossível. Odin perdeu a aposta e enviou Thor para matar gigante quando ele descobriu a verdadeira natureza do pedreiro como um Jötunn. Sem o conhecimento de Odin, o gigante colocou uma fraqueza nas paredes para a preparação para o Ragnarök, quando Surt chegaria e queimaria Asgard até as cinzas.
O rei gigante Thrym certa vez roubou Mjölnir e fugiu com ele para Jötunheim, enquanto Thor estava dormindo. Thor então entrou furtivamente em Jötunheim com Freya para a festa de casamento entre ela e Thrym. Quando o Rei Gigante revelou Mjölnir durante a cerimônia, Thor se revelou, pegou de volta seu martelo e começou a massacrar todos os Gigantes presentes para as festividades, incluindo Thrym, quebrando seu crânio. Isso até Freya lançar um feitiço para devolver Thor e ela mesma de volta a Asgard, o que o levou a manter alguma forma de desdém contra ela, já que ele também recebeu ordens de Odin para estabelecer uma posição segura no reino.
O antigo nórdico Þórr, o inglês antigo Thunor e o alto-alemão antigo Donar são cognatos, descendentes de um germânico comum *þonaroz ou *þunraz, que significa "trovão". O nome do deus do trovão gaulês, Taranis e o deus irlandês Tuireann, também estão relacionados.
O nome de Thor é a origem do dia da semana Thursday (Quinta-feira). Ao empregar uma prática conhecida como Interpretatio germanica durante o período do Império Romano, os povos germânicos adotaram o calendário romano semanal e substituíram os nomes dos deuses romanos pelas suas próprias divindades. O latin dies Iovis (dia de Júpiter) foi convertido para o proto-germânico *Þonares dagaz (Thor's day ou dia de Thor), do qual deriva o inglês moderno "Thursday".
Começando na Era Viquingue, os nomes de pessoas que contêm o theonym (do clássico grego theos [Deus] e nym [nome], um termo para o nome de um deus) Thōrr são registrados com grande freqüência. Antes daí, nenhum outro exemplo foi registrado. Nomes como esse podem ter florescido durante a Era Viquingue, como uma resposta desafiadora às tentativas de cristianização, semelhante à prática em larga escala de usar pingentes do martelo de Thor.
Por meio de um povoado escandinavo da Era Viquingue na Inglaterra, o nome da divindade em nórdico antigo foi introduzido em inglês antigo como Þór, aparentemente mudando a forma nativa do nome da divindade, Þunor. No entanto, a moderna ortografia Thor é uma anglicização do nome nórdico antigo da Era Viquingue no século XVII.
Em 1828, o químico sueco Jöns Jacob Berzelius (1779-1848) descobriu o elemento tório, nomeando-o assim em homenagem a Thor.
Thor era grande para um deus, extremamente forte (podendo comer uma vaca em uma "refeição"). e adorava disputas de poder e era o principal campeão dos deuses contra seus inimigos, os gigantes de gelo. Os fazendeiros, que apreciavam sua honestidade simplória e repugnância contra o mal, veneravam Thor em vez de Odin, que era mais atraente para os que eram dotados de um espírito de ataque, ou que valorizavam a sabedoria.
A arma de Thor era um martelo de guerra mágico, chamado Mjolnir com uma enorme cabeça e um cabo curto e que nunca errava o alvo e sempre retornava às suas mãos. Ele usava as luvas de ferro mágicas járngreipr para segurar o cabo do martelo e o cinturão Megingjard que aumentava sua força em dez vezes.[carece de fontes?]
Teve também uma vida doméstica importante. Casou duas vezes, a primeira com a gigante Járnsaxa, que lhe deu um filho, Magni (força). Outro filho de nome Modi ("coragem") é também atestado nas fontes antigas, mas sem referir o nome da mãe. E o segundo casamento, que foi muito mais importante no mito do deus Thor, foi com Sif, a bela dama dos cabelos tão louros como o ouro. Com ela teve uma filha: Thrud
Os antigos escritores (Saxo, Adam de Bremen, Aelfric, Snorri) identificaram Thor com o deus greco-romano Júpiter porque ambos são filhos da Mãe-Terra, comandante das chuvas, dos raios e trovões, são protetores do mundo e da comunidade cujo símbolo era o carvalho, representando o tronco da família. Os animais de ambos deuses era o carneiro, o bode e a águia. Thor era sempre apresentado com seu martelo e Júpiter com seu cetro. Thor matou a serpente Jormungand e Júpiter o dragão Tifão. O historiador Tácito identificou Thor com Hércules, por causa de seu aspecto, força, arma e função de protetor do mundo.[carece de fontes?]