Toda Aznares (2 de janeiro de 876 — 15 de outubro de 958) foi rainha de Pamplona pelo seu matrimónio com Sancho Garcês I. Era filha de conde Galindo II Aznárez (893 - 922) e de Onneca Fortúnez, filha do rei de Pamplona, Fortunio Garcês, que foram primos irmãos, e por tanto Toda era neta do rei Fortunio Garcês.
Tia carnal de Abderramão III, quando o mesmo monarca dirigia uma razia em 934 que se dirigia ao reino de Pamplona, invocou os seus laços de parentesco para que o califa lhe concedesse a paz e se afastasse do seu reino. Abderramão em resposta, impôs que a rainha Toda se apresentasse no acampamento muçulmano como prova de boa fé. Toda apresentou-se com o seu séquito em Calahorra, onde estava instalado o califa, que a recebeu com altas honras. Em Calahorra a rainha rendeu vassalagem a Abderramão III e assinou um tratado de não agressão e de colaboração com o califa, que investiu o filho de Toda, Garcia Sanches I de Pamplona, "o Vascão", como rei de Pamplona e dos seus distritos. Depois deste tratado entre Toda e o califa, as tropas muçulmanas atravessaram o agora aliado Reino de Pamplona e marcharam contra o Reino de Leão onde assolaram Álava e Castela.
Uma breve notícia de 956 de um monge do Abadia de São Galo nos Alpes bávaros, ao escrever sobre o descalabro muçulmano em 939 da batalha de Simancas e a posterior jornada de Alhándega, atribui a vitória à rainha Toda.
Seu neto Sancho I, filho da sua filha Urraca, não era do agrado dos nobres leoneses e castelhanos. Estes, encabeçados pelo conde Fernão Gonçalves, destronaram-no e nomearam rei Ordonho IV. Dona Toda ajudou Sancho a pactuar com o califa Abderramão III, o seu sobrinho -neto da sua mãe Oneca- para recuperar o trono.
A rede de alianças matrimoniais promovida pela rainha Toda aumentou a influência do reino pamplonês que posteriormente exerceu uma forte influência no reino de Leão. Os sete filhos deste casamento foram:
Garcia Sanches I, rei de Pamplona.
Onneca Sanches de Pamplona, casada com Afonso IV de Leão o Monge. Foi rainha de Leão entre 926 e 931. Morreu em 931.
Velasquita ou Belasquita Sanches de Pamplona, casada em primeiras núpcias com o conde de Álava Munio Velaz, em segundas com Galindo de Ribagorza e em terceiras com Fortunio Galindes.
Urraca Sanches de Pamplona, que casaria com Ramiro II de Leão.
Sancha Sanches de Pamplona, casada em primeiras núpcias com Ordonho II de Leão, em segundas com o conde alavês Álvaro Herrameliz e em terceiras, com Fernão Gonçalves, conde de Castela.
Orbita de Pamplona, provavelmente casada com al-Tawil, governador de Huesca. Pôde ser filha póstuma, como faz supor o significado do seu nome, "a órfã".
O sepulcro da rainha Toda, sarcófago de compostura simples, encontra-se no adro do Mosteiro de San Millán de Suso, mosteiro que na época pertencia ao Reino de Pamplona.