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Tomar

Município de Portugal

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Tomar é uma cidade portuguesa de 14123 habitantes (2021), pertencente ao distrito de Santarém, na histórica província do Ribatejo. Integra atualmente a região do Oeste e Vale do Tejo, NUT3 do Médio Tejo.

É sede do Município de Tomar com 351,2 km² de área e 40 677 habitantes (2011), subdividido em 11 freguesias.

A cidade tem diversos monumentos históricos, dos quais se destacam o Convento de Cristo, declarado Património Mundial, a Igreja de São João Batista, a Igreja de Santa Maria dos Olivais (onde se encontram os restos mortais de Gualdim Pais, grão-mestre templário e fundador da cidade) e a Ermida da Nossa Senhora da Conceição que foi construída com a função de panteão régio. Conta ainda com o Convento de São Francisco que tem uma capela maneirista, o Convento de Santa Iria e a Ermida de São Gregório que detém uma estrutura arquitectónica circular.

O município de Tomar é limitado a norte pelo município de Ferreira do Zêzere, a leste por Abrantes, a sul por Vila Nova da Barquinha, a oeste por Torres Novas e a noroeste por Ourém.

A cidade e o município de Tomar são atravessados pelo rio Nabão, que é um afluente do rio Zêzere, estando incluída na bacia hidrográfica do Tejo, o maior rio da Península Ibérica.

Situa-se numa das zonas mais férteis de Portugal continental para a produção de azeite, figo ou a vinha por exemplo.[carece de fontes?]

Há várias teses concorrentes, quanto à origem etimológica do topónimo «Tomar».

Dentre as mais reconhecidas, contam-se a do linguista português, José Pedro Machado, que advoga que o étimo do topónimo «Tomar» provém do latim medieval «Villa Theodemari», que significa 'a herdade de Teodemaro', sendo que Teodemaro corresponderia ao nome de um antigo povoador da região.

Por outro lado, o filólogo português Ivo Xavier Fernandes, defendia, por sua vez, que o topónimo derivaria de uma deturpação moçárabe do substantivo grego thymus, que significa «tomilho», por alusão à flora local.

Para o filólogo alemão, Joseph-Maria Piel, a origem do topónimo seria sensivelmente mesma, embora excluísse qualquer influência do árabe, antes defendendo que a derivação do nome proviria apenas por via romana.

Mais recentemente, o arqueólogo português Jorge de Alarcão defendeu, contudo, que a origem do topónimo será pré-romana, assente no étimo tamaris, e que em vez de se reportar à flora local, reportar-se-á ao nome do rio que atravessa a cidade - hoje em dia conhecido como rio Nabão - uma vez que há registos históricos do séc. XII que identificam o rio com os nomes Tomar ou Tomarel.

O turismo constitui hoje uma atividade de primeira importância, já que o Convento de Cristo, principal Monumento da cidade foi considerado Património Mundial pela UNESCO em 1983.

Foi outrora um centro industrial, com fábricas de papel, fiação, derivados de madeira e outras atividades. Comercialmente a cidade acolhe ainda a maior parte dos serviços ligados ao seu passado industrial mas vão surgindo as novas ofertas no nicho turístico, como o artesanato de nova geração, a gastronomia de qualidade e o acompanhamento turístico especializado. A terra é relativamente fértil acolhendo sobretudo a cultura de milho em regadio, o olival e a vinha.

Foi feita Grande-Oficial da Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo a 8 de Junho de 1964.

Cine-Teatro Paraíso, construído em 1926.

Museu luso-hebraico Abraão Zacuto (sinagoga)

Museu Municipal - Núcleo de Arte Contemporânea

Museu dos Fósforos - doação de Aquiles de Mota Lima, conta com cerca de 43 mil espécimes

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