Anton "Toni" Polster (Viena, 10 de março de 1964) é um ex-futebolista austríaco que jogava como atacante. É o jogador com mais gols na história da Seleção da Áustria, da qual foi a principal referência no final da década de 1980.
Polster destacou-se a nível europeu ao ser o artilheiro máximo das ligas nacionais do continente ne temporada 1986-87, na qual, pelos 39 gols, foi premiado com a Bota de Ouro da UEFA ainda como futebolista do Austria Viena. Naqueles meses, também se sobressaiu ao protagonizar (em 1986) rara vitória da Seleção Austríaca sobre a rival Alemanha Ocidental: o triunfo de 4-1 ganhou ainda mais relevância com o tempo por representar por 32 anos a última vitória da Áustria sobre o Nationalelf.
O austríaco reforçou na temporada seguinte, em 1987-88, o Torino, que buscava reagir a um decepcionante campeonato anterior. Ficou somente uma temporada, desgostoso com a tática defensivista fazer dele o único elemento ofensivo, mas pôde se sobressair ao marcar o gol da vitória que elimou na Coppa Italia o Napoli de Diego Maradona.
Seguindo carreira no futebol espanhol, Polster destacou-se em especial no Sevilla, onde lutou continuamente em La Liga pela artilharia contra Hugo Sánchez, que por sua vez defendia um dominante Real Madrid. Em 1989, o atacante protagonizou complicada classificação da Áustria à Copa do Mundo FIFA de 1990, marcando a partir do segundo minuto de jogo os três gols de duelo direto contra uma geração considerada talentosa da outra Alemanha, a Oriental, embora o elenco austríaco fosse considerado limitado segundo opinião dada pelo próprio Polster vinte anos depois. Com efeito, seu país terminou eliminado na fase de grupos.
Em 1991, Polster rumou ao Logroñés, destacando-se com quatorze gols na única temporada em que esteve, rumando a Madrid para defender o Rayo Vallecano. Ao longo da década de 1990, disputou a Bundesliga pelos rivais Colônia e Borussia Mönchengladbach, vivendo curiosamente em ambos a peculiaridade de ser rebaixado apesar dos gols produzidos, sendo ele duas vezes vice-artilheiro do torneio a despeito de defender equipes frágeis.
Ele considerava a geração que classificou a Áustria à Copa do Mundo FIFA de 1998 mais talentosa que a de 1990, atribuindo nova eliminação na fase de grupos à falta de sorte: "o adversário mais fraco
veio logo no primeiro jogo e não no último, onde tivemos que ganhar da Itália e não de Camarões", justificou em 2009 à Trivela.
Após parar de jogar, Polster dedicou-se a uma carreira de cantor.