António José Correia de Brito ComM, conhecido por Tozé Brito (Porto, 25 de Agosto de 1951), é um cantor, letrista, compositor, produtor, editor, adminstrador e mentor de projetos musicais português. Foi executivo das editoras Universal Music Portugal (sucessora da PolyGram) e BMG. Presentemente, é director e vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Autores.
Nasceu em Ermesinde mas cresceu no Porto, no dia 25 de Agosto de 1951. Em 1959 inicia os estudos de piano que abandona três anos depois.
Forma o seu primeiro grupo aos quatorze anos. [Começou como guitarrista dos Grupo 4]. Com os Duques subiu a um palco pela primeira vez. Com 15 anos é um dos membros fundadores do grupo Pop Five Music Incorporated como viola baixo e vocalista. O primeiro EP do grupo inclui um original da sua autoria ("You'll See").
Aos 18 anos vai viver para Lisboa para tocar, como músico profissional, no Quarteto 1111. Em 1971 actua com José Cid no conhecido Festival Yamaha - World Popular Song Festival, em Tóquio.
A solo lança, em 1972, o EP "Liberdade" (1972). Participa no Festival RTP da Canção de 1972 com "Se Quiseres Ouvir Cantar".
Os Green Windows, grupo paralelo ao Quarteto 1111, começaram em 1972 no Festival dos Dois Mundos. O grupo era composto por José Cid, Tozé Brito, Moniz Pereira, Mike Sergeant e as mulheres de alguns deles. Cantam em inglês porque há uma tentativa de internacionalização que não chega a ser bem sucedida.
Ainda em 1972 é chamado para fazer a recruta à espera de ingressar no "Alerta Estar" onde eram colocados os artistas. Como o Quarteto 1111 tinha discos proibidos pela censura não consegue entrar nesse serviço e decide partir para Inglaterra. Aí trabalha como tradutor e faz dois anos de Psicologia no Birbeck College da Universidade de Londres. Casa-se e aí nasce a sua primeira filha.
Grava um disco com a cantora Daphne (ex-Música Novarum) no projecto Som Dois que chega a lançar um single com os temas "A um Amigo" e "Irmão na Cor da Alma".
Regressa a Portugal após o 25 de Abril de 1974. É obrigado a fazer a tropa, onde passa todo o ano de 1975. Intensifica o seu trabalho como compositor e autor.
Os Green Windows duraram até 1976 quando decide formar os Gemini com Mike Sergeant, Fá e Teresa Miguel. "Pensando Em Ti", a primeira canção do grupo, foi editada em Dezembro de 1976. O álbum atingiu o galardão de disco de ouro, o mais alto da altura. Foi considerado, tendo em conta as vendas, o compositor português do ano para a revista Billboard.
Em 1977 lança a solo, pela Phonogram, os singles "2010 DC" e "Eu, Tu e o Tempo". Cândido Mota colabora num dos discos.
Os Gemini são os vencedores do Festival RTP da canção, em 1978. O grupo acabará por terminar no ano seguinte.
Participa no Festival RTP da Canção de 1979 com Novo Canto Português. É editado um single em conjunto com um tema das Cocktail. Lança, com Paulo de Carvalho, o álbum "Cantar de Amigos". "Olá, então como vais?" foi um dos maiores sucessos deste disco. Entra para A & R da editora discográfica Polygram.
No ano seguinte, "Cantar de Amigos" é transformado num programa de televisão. "(Mi amor por) Ana", em co-autoria com Paulo de Carvalho e o seu irmão Pedro Correia Brito, é apresentado no Festival de Viña del Mar, no Chile, em 1980.
"Bem Bom" das Doce vence o Festival RTP da Canção em 1982. Edita o disco "Adeus Até Ao Meu Regresso (Apenas oito Canções de Amor)" no ano seguinte. Colabora como autor em vários programas de Herman José.
"Penso em ti, eu sei" de Adelaide Ferreira vence o Festival em 1985. O disco "As noites íntimas de um hotel com estrelas", álbum que assinala os 20 anos de carreira, foi editado em Outubro de 1986. Das onze faixas incluídas só quatro são cantadas. O disco foi feito a lembrar um filme com direito a argumento, realização e diálogos (estes em colaboração de António Tavares Teles). Nas vozes aparecem Adelaide e Fá.
Em 1990 sai da Polygram para dirigir a filial portuguesa da editora BMG Ariola. Foi administrador até Setembro de 1998. Saiu porque os seus patrões estrangeiros lhe exigiram a liderança do mercado nacional a curto prazo, o que julgou irrealista. Em 1999 fundou a Mar, uma estrutura de A&R e produção criada em parceria com a EMI. Lança, numa lista muito desigual, nomes como Lúcia Moniz, Ayamonte, Francisco Mendes e Darrasar.
É convidado para Presidente do Conselho de Administração da Universal Portuguesa (ex-Polygram).