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Tumiritinga

Município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais

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Tumiritinga é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Localiza-se no Vale do Rio Doce, estando situado a cerca de 360 km a leste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 500 km², sendo que 2 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada em 5 955 habitantes em 2025.

A sede, localizada na margem do rio Doce, tem uma temperatura média anual de 22,7 °C e na vegetação original do município predomina a Mata Atlântica. Com 68% da população vivendo na zona urbana, Tumiritinga contava, em 2009, com quatro estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,626, considerando como médio em relação ao estado.

O povoamento do município teve início no começo do século XX, com as obras de locação da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e da primeira estação ferroviária da cidade. A localidade se desenvolveu principalmente à base do comércio, tendo se tornado distrito de Tarumirim em 1938 e emancipado em 1948, instalando-se em 19 de março de 1949.

Situa-se em Tumiritinga uma das principais praias de água doce da região, a Praia do Jaó, na margem do rio Doce, cujo conjunto paisagístico abrange pontos como uma área de eventos com 5 mil m², uma área de preservação ambiental e a Praça Silvio Perez. Na praia é realizado um dos maiores carnavais do entorno da cidade, o Carnajaó, que em algumas edições atrai milhares de pessoas em seus dias de festa.

Tumiritinga vem do tupi antigo ytu + mirĩ + ting + -a, significando "cachoeira pequena e clara".

Até por volta de 1910, a área do atual município de Tumiritinga era uma fazenda pertencente ao coronel Xandoca. Nesta ocasião, foi construída a primeira estação ferroviária da localidade, atendida pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). Os trabalhadores da ferrovia se fixaram nas proximidades, cujo lugar que recebeu o nome de Parada da Cachoeirinha, dando início ao povoamento. O antigo nome se deve à existência de uma pequena queda no rio Doce. Pouco tempo depois, o desenvolvimento do comércio começou atrair famílias oriundas de Queiroga (atual Itanhomi).

O lugar pertencia ao município de Tarumirim. Dado o crescimento populacional e econômico, pela lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, foi criado o distrito de Cachoeirinha, que passou a se denominar Tumiritinga pela lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943. Foi emancipado pela lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, sendo instalado em 1949. A lei nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, criou o único distrito do município, São Geraldo de Tumiritinga.

A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 500,073 km², sendo que 1,74 km² constitui a zona urbana. Situa-se a 18°58'45" de latitude sul e 41°38'43" de longitude oeste e está a uma distância de 363 quilômetros a leste da capital mineira. Seus municípios limítrofes são Governador Valadares, a norte; Alpercata, a noroeste; Capitão Andrade e Itanhomi, a oeste; Conselheiro Pena, a sul; e Galileia, a leste.

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Governador Valadares. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Governador Valadares, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Vale do Rio Doce.

Relevo, hidrografia e meio ambiente

O relevo do município de Tumiritinga é predominantemente plano. Em aproximadamente 40% do território tumiritinguense há o predomínio de lugares aplainados, enquanto que cerca de 30% é coberto por mares de morros e os 30% restantes são terras acidentadas. A altitude máxima encontra-se na Serra Queiroguinha, que chega aos 560 metros, enquanto que a altitude mínima está na foz do rio Caratinga no rio Doce, com 187 metros. Já o ponto central da cidade está a 140,61 m. Os rios Doce, Caratinga e Preto e o ribeirão Traíras são os principais cursos hídricos que passam por Tumiritinga, fazendo parte da bacia do rio Doce. O rio Doce, inclusive, banha a zona urbana.

Por vezes, na estação das chuvas, os mananciais que cortam o município, principalmente o rio Doce, sofrem com a elevação de seus níveis, provocando enchentes em suas margens, o que exige a existência de um sistema de alerta contra enchentes eficaz. A cidade foi uma das mais afetadas pelas enchentes de 1979, que atingiram vários municípios do leste mineiro banhados pelo rio Doce e seus afluentes. Atualmente existe uma série de estações pluviométricas e fluviométricas instaladas em Tumiritinga, que são administradas pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e que visam a alertar a população de uma possível enchente.

A vegetação predominante no município é a Mata Atlântica, sendo que os principais problemas ambientais presentes, segundo a prefeitura em 2010, eram o assoreamento de corpos d'água e as queimadas. A cidade conta, entretanto, com Conselho Municipal de Meio Ambiente, criado em 2005 e de caráter paritário.

O clima tumiritinguense é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical quente semiúmido (tipo Aw segundo Köppen), tendo temperatura média anual de 22,7 °C com invernos secos e amenos e verões chuvosos e com temperaturas elevadas. O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 24,9 °C, sendo a média máxima de 30,2 °C e a mínima de 19,7 °C. E o mês mais frio, julho, de 19,8 °C, sendo 26,2 °C e 13,4 °C as médias máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição.

A precipitação média anual é de 1 240,8 mm, sendo julho o mês mais seco, quando ocorrem apenas 12,3 mm. Em janeiro, o mês mais chuvoso, a média fica em 225 mm. Nos últimos anos, entretanto, os dias quentes e secos durante o inverno têm sido cada vez mais frequentes, não raro ultrapassando a marca dos 30 °C, especialmente entre julho e setembro. Em julho de 2012, por exemplo, a precipitação de chuva em Tumiritinga não passou dos 0 mm. Durante a época das secas e em longos veranicos em pleno período chuvoso também são comuns registros de queimadas em morros e matagais, principalmente na zona rural da cidade, o que contribui com o desmatamento e com o lançamento de poluentes na atmosfera, prejudicando ainda a qualidade do ar.

Segundo dados da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), de 1974 a 2023 o maior acumulado de chuva registrado em 24 horas em Tumiritinga foi de 178,7 mm no dia 16 de março de 1979. Outros grandes acumulados foram de 152,1 mm em 30 de novembro de 1997, 142,1 mm em 18 de dezembro de 2013 e 140 mm em 29 de janeiro de 2013. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Tumiritinga é o 658º colocado no ranking de ocorrências de descargas elétricas no estado de Minas Gerais, com uma média anual de 2,179 raios por quilômetro quadrado.

Em 2022, a população foi estimada em 5 886 habitantes pelo censo daquele ano, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2010, a população era de 6 293 habitantes. Segundo o censo de 2010, 3 198 habitantes eram homens e 3 095 habitantes mulheres. Ainda segundo o mesmo censo, 4 323 habitantes viviam na zona urbana e 1 970 na zona rural. Da população total, 1 778 habitantes (28,25%) tinham menos de 15 anos de idade, 3 927 habitantes (62,40%) tinham de 15 a 64 anos e 588 pessoas (9,34%) possuíam mais de 65 anos, sendo que a esperança de vida ao nascer era de 74,6 anos e a taxa de fecundidade total por mulher era de 2,4.

Em 2010, segundo dados do censo do IBGE daquele ano, a população tumiritinguense era composta por 1 555 brancos (24,71%); 745 negros (11,84%); 113 amarelos (1,80%); 3 876 pardos (61,59%) e quatro indígenas (0,06%). Considerando-se a região de nascimento, quatro eram nascidos na Região Norte (0,07%), 101 na Região Nordeste (1,61%), 6 130 no Sudeste (97,41%) e 17 no Centro-Oeste (0,28%). 5 834 habitantes eram naturais do estado de Minas Gerais (92,71%) e, desse total, 3 344 eram nascidos em Tumiritinga (53,13%). Entre os 459 naturais de outras unidades da federação, Espírito Santo era o estado com maior presença, com 146 pessoas (2,32%), seguido por São Paulo, com 95 residentes (1,51%), e pelo Rio de Janeiro, com 55 habitantes residentes no município (0,87%).

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