Tzvetan Todorov (em búlgaro: Цветан Тодоров; Sófia, 1 de março de 1939 - Paris, 7 de fevereiro de 2017) foi um filósofo e linguista búlgaro radicado em Paris, França, desde 1963.
Após completar seus estudos, passando a frequentar então os cursos de Filosofia da Linguagem ministrados por Roland Barthes, um dos mais respeitados teóricos do estruturalismo. Todorov foi professor da École pratique des hautes études, da Universidade de Yale e diretor do Centro Nacional de Pesquisa Científica de Paris (CNRS). Dirigiu o Centro de Pesquisa sobre as Artes e a Linguagem da mesma cidade. Publicou um número considerável de obras, que estão hoje traduzidas em vinte e cinco idiomas, além disso, produziu uma obra considerada vasta na área de pesquisa linguística e teoria literária.
O pensamento de Todorov direciona-se, após seus primeiros trabalhos de crítica literária sobre poesia eslava, para a filosofia da linguagem, numa visão estruturalista que a concebe como parte da semiótica (saussuriana), fato que se deve aos seus estudos dirigidos por Roland Barthes. Com a publicação de A Conquista da América, Todorov expõe suas pesquisas a respeito do conceito de alteridade, existente na relação de indivíduos pertencentes a grupos sociais distintos, cujo tema central encontra justificativa na situação do próprio autor, que é imigrante na França, um país onde supostamente a relação entre nacionais e estrangeiros é historicamente marcada por um xenofobismo não declarado.
Todorov também escreveu a respeito do fantástico na literatura, fazendo a diferenciação entre a tríade: fantástico, estranho e maravilhoso. É sobre seu conceito que o fantástico é criticado atualmente.
Foi casado com a escritora canadiana Nancy Huston entre 1981 e 2014.
Morreu em Paris, em 7 de fevereiro de 2017, por complicações da atrofia de múltiplos sistemas.
Estruturalismo e Poética. São Paulo: Cultrix, 1968.
Dicionário das Ciências da Linguagem (com Oswald Ducrot). São Paulo: Dom Quixote, 1974; São Paulo: Editora Perspectiva, 1968.
Teorias do Símbolo. São Paulo: Papirus, 1977.
Simbolismo e Interpretação. Lisboa: Edições 70, 1980.
A Gramática do Decameron. São Paulo: Editora Perspectiva, 1982.
Conquista da América: a questão do outro. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1983.
Em Face do Extremo. Campinas: Editora Papirus, 1995.
A Vida Em Comum: Ensaio de Antropologia Geral. Campinas: Editora Papirus, 1996.
Uma tragédia francesa. São Paulo: Editora Record. 1997.
O Homem Desenraizado. São Paulo: Editora Record, 1999.
O Medo dos Bárbaros: para além do choque das civilizações. Petrópolis: Editora Vozes, 2010.
Os Inimigos Íntimos da Democracia. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.