Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), anteriormente denominada Universidade do Brasil, é uma universidade pública, classificada como a melhor federal do Brasil e um centro de referência em ensino, pesquisa e extensão universitária no país e na América Latina, figurando entre as melhores do mundo.
Em termos de produção científica, artística e cultural, é reconhecida nacional e internacionalmente, graças ao desempenho dos pesquisadores e das avaliações levadas a efeito por agências externas. Em 2025, o Ranking da Center for World University (CWUR) classificou a UFRJ como a melhor universidade federal brasileira, bem como a segunda melhor universidade do país e a terceira melhor da América Latina. No mesmo estudo, a UFRJ foi a melhor universidade do Brasil no quesito de qualidade da educação. Já no QS World University Rankings, a UFRJ também figura como a melhor universidade federal brasileira, a terceira melhor universidade do país, a quarta entre as instituições da América Latina e trecentésima quarta (304º) do mundo.
Primeira instituição oficial de ensino superior do Brasil, possui atividades ininterruptas desde 1792, com a fundação da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, da qual descende a atual Escola Politécnica. Por ser a primeira universidade federal criada no país em 1920, serviu como modelo para as demais. Além dos 176 cursos de graduação e 345 de pós-graduação, compreende e mantém 19 museus, com destaque para o Museu Nacional de Belas Artes, o Museu Nacional, nove unidades hospitalares, uma editora, 1.456 laboratórios e 43 bibliotecas. Sua história e sua identidade se confundem com o percurso do desenvolvimento brasileiro em busca da construção de uma sociedade moderna, competitiva e socialmente justa.
A universidade está localizada principalmente na cidade do Rio de Janeiro, com atuação em outros dez municípios; incluindo quatro campi físicos nas cidades de Duque de Caxias e Macaé. Seus principais campi são o histórico campus da Praia Vermelha e a Cidade Universitária, que abriga o Parque Tecnológico da UFRJ — um complexo de desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação. Há também diversas unidades isoladas na capital fluminense: a Escola Superior de Música, a Faculdade Nacional de Direito, o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais e o Instituto de História. Dentre os ex-alunos célebres, destacam-se 29 ministros na história do Supremo Tribunal Federal (STF); os engenheiros e líderes políticos André Rebouças, Paulo de Frontin, Amaral Peixoto, Hélio de Almeida, Benjamin Constant e Francisco Pereira Passos; os economistas Carlos Lessa e Mário Henrique Simonsen; o arquiteto Oscar Niemeyer; o filósofo e político Roberto Mangabeira Unger; o educador Anísio Teixeira; o matemático Artur Avila; os escritores Clarice Lispector, Jorge Amado e Vinicius de Moraes; além dos políticos e historiadores Oswaldo Aranha, Pedro Calmon, além dos grandes médicos Carlos Chagas, Carlos Chagas Filho, Oswaldo Cruz e Vital Brazil.
A Universidade Federal do Rio de Janeiro é descendente direta dos primeiros cursos de ensino superior do Brasil. Criada em 7 de setembro de 1920 através do Decreto 14 343 pelo então presidente Epitácio Pessoa, a instituição recebeu o nome de "Universidade do Rio de Janeiro". Sua história, porém, é bem mais antiga e confunde-se com a própria história do desenvolvimento cultural, econômico e social brasileiro; muitos dos seus cursos vêm da época da implantação do ensino de nível superior no país.
No início, ela reuniu a Escola Politécnica, que era oriunda da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho criada em 17 de dezembro de 1792 no reinado da rainha portuguesa Dona Maria I, a Faculdade Nacional de Medicina, criada em 2 de abril de 1808 pelo príncipe regente Dom João VI com o nome de "Academia de Medicina e Cirurgia" e a Faculdade Nacional de Direito, resultante da fusão da "Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais" com a "Faculdade Livre de Direito", ambas reconhecidas pelo Decreto 639, de 31 de outubro de 1891. A essas unidades iniciais, progressivamente foram-se somando outras, tais como a Escola Nacional de Belas Artes, a Faculdade Nacional de Filosofia, e diversos outros cursos que sucederam àqueles pioneiros. Com isso, a Universidade do Rio de Janeiro representou papel fundamental na implantação do ensino de nível superior no país. A criação da Universidade do Rio de Janeiro veio cumprir, pois, uma aspiração da intelectualidade brasileira desde os tempos da colônia. A tradição de seus cursos pioneiros deu-lhe o papel de celeiro dos professores que implantaram os demais cursos de nível superior no Brasil.
Após desvelada uma grande reestruturação promovida pelo ministro Gustavo Capanema em 1937, durante o governo Vargas, passou a ser chamada de Universidade do Brasil, com o objetivo do governo de controlar a qualidade do ensino superior no país e, dessa forma, padronizar o ensino, criando o padrão ao qual as outras universidades brasileiras deveriam ser adaptar. Este fato demonstra a forte influência da concepção francesa de universidade, em que as escolas componentes são isoladas, tendo um caráter de ensino especialista e profissionalizante com forte controle estatal, ao contrário do modelo alemão, observado, por exemplo, na Universidade de São Paulo, criada em 1934.
O início da segunda metade do século XX marcou a institucionalização da pesquisa na universidade, com a consequente implantação de institutos de pesquisa, docência em regime de tempo integral, formação de equipes docentes altamente especializadas e estabelecimento de convénios com agências financiadoras nacionais e internacionais.
O ano de 1958, do sesquicentenário do curso de medicina, encontrou a comunidade universitária com profundos e urgentes anseios de reforma estrutural que implicasse mais acentuada participação de docentes e discentes e aproveitamento mais racional de recursos. Iniciou-se um processo amplo de debates e consultas, consubstanciado no anteprojeto de reforma da Universidade do Brasil que, prontamente absorvido pela comunidade científica, serviu de base a projetos de instalação de novas universidades e atingiu os meios de comunicação e esferas decisórias governamentais.
Em 1965, a universidade ganharia seu nome atual sob o governo de Castelo Branco, seguindo a padronização dos nomes das universidades federais de todo o país, ocasião em que adquiriu plena autonomia financeira, didática e disciplinar.
Desencadeado o processo de reforma universitária, que teve seu marco mais significativo no Decreto 53, de 18 de novembro de 1966, a universidade teve aprovado seu plano de reestruturação, que visava à sua adequação às normas então editadas, aprovado por decreto de 13 de março de 1967. Trata-se de uma situação auspiciosa, sob todos os aspectos, sobretudo considerando a ausência de tradição, absolutamente compreensível em países de história recente, como é o caso do Brasil.
A universidade vem mantendo abertas suas portas aos estrangeiros que têm vindo trazer ou buscar ensinamentos, bem como proporcionando a seus docentes estágios em outros centros, em diferentes áreas. O acentuado intercâmbio com outras instituições possibilita a formação de tendências reformistas em perfeita coexistência com o peso de sua tradição.
A universidade adota a deusa romana Minerva em sua identidade institucional, considerada a deusa das artes e de todos os ofícios, também é associada como deusa da sabedoria e do conhecimento. Diversas esculturas deste símbolo podem ser vistas nas entradas dos centros e órgãos que compõe a universidade.
No ano 2000, a reitoria entrou com um pedido na Justiça Federal com o objetivo de voltar a ter o direito da universidade chamar-se "Universidade do Brasil", pois esse nome havia sido modificado por um decreto emitido durante a Ditadura Militar. Esse pedido foi deferido e, atualmente, se é possível utilizar os dois nomes para designar a universidade.
Existe um ambicioso programa de cursos de extensão através do qual o raio de ação foi ampliado consideravelmente por meio da educação permanente e da oferta de cursos à comunidade, envolvendo os mais diversos atores, dos mais diferentes níveis de escolaridade. Além disso, cumpre destacar a notável contribuição da universidade à saúde do Rio de Janeiro, concretizada com o oferecimento de mil leitos hospitalares, em nove hospitais universitários, apoiando, decisivamente, a rede de atendimento em saúde no estado do Rio de Janeiro.