Neste Dia

Vampeta

Futebolista brasileiro

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Marcos André Batista Santos (Nazaré, 13 de março de 1974), mais conhecido como Vampeta, é um comentarista esportivo, dirigente e ex-futebolista brasileiro que atuava como volante. Também chegou a trabalhar como treinador.

Seu apelido surgiu nos tempos em que jogava pelo Vitória, seu clube formador. O jogador não possuía seus dentes frontais e era muito arteiro dentro do alojamento, fazendo com que seus companheiros de time Cesinha e Zé Elialdo fizessem a junção dos nomes "(vam)piro" e "ca(peta)".

Ao lado de Dida, Roberto Cavalo, Paulo Isidoro, Alex Alves e outros nomes da geração de ouro da base do Vitória, Vampeta foi vice-campeão do Brasileirão de 1993, diante do Palmeiras, no seu primeiro ano como profissional. Em 1994, o jogador se destaca em uma sequência de partidas. Na época, os observadores do PSV buscavam um atacante pela megalópole Rio-SP, mas as negociações acabaram não indo adiante devido ao alto valor das pedidas.

Após ter grande desempenho em um Ba-Vi, quando marcou em uma goleada por 4–0, os observadores fecharam negócio com a promessa Vampeta, que se tornou o primeiro atleta do futebol brasileiro a ir para a Europa negociado diretamente com um clube de fora do eixo Rio-SP-Sul-Minas.[carece de fontes?]

Em 1 de julho de 1994, Vampeta oficialmente assinou com o gigante holandês, em uma época que as vagas para estrangeiros eram extremamente limitadas por temporada, tendo sido colega do recém campeão do mundo, Ronaldo. Vampeta chegou para ocupar a vaga deixada por Romário (a busca inicial dos holandeses era por outro atacante).

De 250 URVs (equivalente a pouco mais de dois salários mínimos), Vampeta chegou aos Países Baixos com salário equivalente a oito mil dólares em florins neerlandeses, além de um apartamento e um carro bancado pelo clube.

Vampeta cumpriu seu contrato com o PSV firmado até o fim da temporada 1997–98. Após empréstimos para VVV-Venlo e Fluminense, retornou ao clube de Eindhoven para ser campeão da Eredivisie na temporada 1996–97 e vencer o prêmio de melhor volante da competição.

Negociado com o Corinthians em 1998, Vampeta viveria seu auge no clube paulista, ganhando o status de ídolo logo nessa primeira passagem. Em 1998 e 1999, o Banco Excel montou um super time de estrelas. Ao lado de nomes como Marcelinho Carioca, Freddy Rincón e Ricardinho, o jogador conquistou diversos títulos com o Timão: foi campeão do Campeonato Brasileiro de 1998 e 1999, do Campeonato Paulista de 1999 e do Mundial de 2000, além de vice-campeão paulista de 1998. Vampeta declarou que, logo no primeiro contato com Vanderlei Luxemburgo, o treinador não deixou claro se o seu uso seria como volante ou lateral-direito, função que exercia no PSV.

Com brilhantes atuações no Corinthians, Vampeta somou suas primeiras convocações pela Seleção Brasileira em 1999, sendo campeão da Copa América e vice-campeão da Copa das Confederações. Especulado no futebol europeu, o jogador recusou um aumento salarial em fevereiro de 2000, com o intuito de se transferir no meio do ano.

Em julho de 2000, Vampeta retornou a Europa para cinco meses atuando na Internazionale de Milão, um período que descreveu como não bom tecnicamente de forma individual. Ainda assim, o jogador teve uma boa estreia e marcou um gol de trivela numa derrota por 4–3 contra a Lazio, em jogo válido pela Supercopa da Itália. Em janeiro, Vamp já estava em Paris, para atuar pelo Paris Saint-Germain, onde encerrou a temporada 2000–01 por meio de um empréstimo.

Em 2001, Vampeta já estava de volta ao futebol brasileiro, no Flamengo, em uma troca com Reinaldo ao PSG. O negócio ainda envolvia a ida de Adriano, o futuro Imperador, para a Inter de Milão, além de US$ 5 milhões, fato relembrado com bom humor pelos três envolvidos.

O momento financeiro do Flamengo era um dos piores. Após cobranças por um melhor desempenho, o volante disse uma frase que ficou marcada: "Eles fingem que me pagam, e eu finjo que jogo."

Em apenas 16 jogos oficiais, Vampeta marcou um gol, em partida contra o Gama, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro de 2001 (seu gol empatou a partida, mas o time candango venceu por 2–1). Cita como usava parte de seus ganhos da Europa a ajudar os funcionários e atletas mais jovens do elenco, não tendo chegado a receber um salário sequer do Flamengo.

Em dezembro de 2012, quando Eduardo Bandeira de Mello assumiu a presidência do Flamengo, o dirigente afirmou que o clube não seria igual ao do tempo citado por Vampeta.

Em 2002, de volta ao time em que se consagrou, Vampeta terminou o ano com dois títulos, o Torneio Rio-São Paulo e a Copa do Brasil. O Brasileirão formaria a tríplice coroa, mas o Santos foi o vencedor com a geração dos Meninos da Vila. O Corinthians tinha o plantel comandado por Carlos Alberto Parreira.

No meio da temporada, o jogador voltou da Copa do Mundo de 2002 com o penta da Seleção Brasileira. Reserva de Gilberto Silva durante toda a competição, Vampeta só atuou na vitória por 2–1 contra a Turquia, saindo do banco de reservas e entrando no lugar de Juninho Paulista.

Em 2003, fez parte venceu mais um Campeonato Paulista pelo Corinthians, sendo um dos destaques do elenco. Porém, uma lesão grave na estreia do Campeonato Brasileiro o fez ficar longe dos gramados por oito meses. Naquele ano, o time comandado por Geninho foi eliminado da Libertadores nas oitavas de final, para o River Plate, e teve um desempenho fraco no Brasileirão, terminando na 15ª posição.

O treinador Juninho Fonseca, sucessor de Geninho, teria prometido que Vampeta jogaria boas sequências no retorno de sua lesão. A promessa não foi cumprida, o que gerou desentendimento entre o treinador e o volante, causando uma saída da Fazendinha de modo bastante agitado.

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