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Vanessa Gerbelli

Actriz brasileira

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Vanessa Gerbelli Ceroni (São Bernardo do Campo, 6 de agosto de 1973) é uma atriz e cantora brasileira. Por questões numerológicas, alterou seu nome artístico para Vannessa Gerbelli. Conhecida por seu trabalho na televisão e no teatro musical, foi laureada ao longo de sua carreira de três décadas com várias premiações, incluindo um Prêmio Bibi Ferreira, um APTR e um Prêmio Qualidade Brasil, além de ter recebido indicação para um Prêmio Extra.

Gerbelli iniciou sua carreira no teatro amador, participando de inúmeras peças teatrais. Sua estreia profissional foi em Quixote (1993). Também desenvolveu trabalhos como cantora e mais tarde especializou-se em musicais no teatro, onde ganhou maior parte do reconhecimento de sua carreira. No entanto, foi na televisão em 2000 que ela conseguiu sua primeira notoriedade artística ao interpretar a vilã Lindinha em O Cravo e a Rosa. Em seguida, teve sucesso na televisão, teatro e cinema paralelamente.

No teatro, Gerbelli ainda se destacou nos musicais Turandot (1999), Cazas de Cazuza (2000), A Luta Secreta de Maria da Encarnação (2002), Emilinha e Marlene – As Rainhas do Rádio (2011), Quase Normal (2012), pelo qual foi eleita Melhor Atriz nos Prêmios Bibi Ferreira e APTR, e Forever Young (2019). No cinema, ela é mais conhecida por seus papéis em Carandiru (2003), As Mães de Chico Xavier (2011), Paixão e Acaso (2013), sendo eleita Melhor Atriz no Fest Cine Maringá, A Hora e a Vez de Augusto Matraga (2015) e Amor Assombrado (2019).

Na televisão, foi consagrada no papel de Fernanda em Mulheres Apaixonadas (2003), que lhe rendeu elogios da crítica e a reconheceu com o Melhores do Ano de Melhor Atriz Coadjuvante. Também se destacou nas novelas como a cômica Tancinha em Da Cor do Pecado (2004), a vilã Elza em Prova de Amor (2005), a protagonista Alice em Amor e Intrigas (2007), a sedutora Divina em Vidas em Jogo (2011), a desequilibrada Juliana de Em Família (2014), a destemida Marina em Sete Vidas (2015) e a desmemoriada Amália em Novo Mundo (2017), além das séries A História de Ester (2010), A Divisão (2020) e Maldivas (2022).

Infância, juventude e formação

Nascida Vannessa Gerbelli Ceroni, vem de uma família de classe média de São Bernando do Campo, na Grande São Paulo. Seus bisavós maternos e paternos eram italianos. Sua família é muito expressiva na arte, sua mãe era pianista e professora de piano, seu avô era músico e seus tios artistas, incluindo a atriz Noemi Gerbelli, de quem é sobrinha paterna e sempre teve influência na vida artística. Seu pai, no entanto, era advogado e secretário jurídico da cidade. Desde cedo, Vanessa sempre foi interessada em artes cênicas e artes plásticas, realizando cursos de teatro durante sua infância e adolescência. Aos sete anos, participou de uma peça de teatro infantil. Aos quinze anos, já havia decidido que queria ser atriz. Após participar de uma banda musical de seu irmão, como cantora, começou a participar de espetáculos musicais pequenos.

Ao completar dezoito anos, em 1991, e já formada como atriz, tendo participado de algumas peças teatrais amadoras, mudou-se para a Capital Paulista sozinha em busca de melhores oportunidades profissionais. Estabelecida na cidade, em 1992, passou a atuar como cantora em espetáculos musicais nas peças de teatro que já trabalhava, iniciando em seguida sua carreira profissional. Paralelamente à carreira de atriz, ingressou no curso de Publicidade em um centro universitário, escolha que fez mais para agradar seu pai que desejava que ela tivesse uma formação profissional fora das artes. Em 1998, formou-se em bacharel de pintura pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, sendo essa uma de suas paixões.

1993–00: Primeiros trabalhos e estreia na televisão

Em 1993, fez sua estreia no teatro profissional em uma montagem do musical Quixote, sendo dirigida por Eliana Fonseca e presentando-se no Teatro FAAP em São Paulo. No mesmo ano, estrelou a comédia Hotel dos Amores. No entanto, despontou no musical Pocket Broadway, de Rodrigo Pitta, seu primeiro grande trabalho, onde deu vida a diversos personagens entre os anos de 1997 e 1998. O espetáculo, que fez sucesso na capital paulista no fim da década de 1990, é uma colagem de diversos musicais da Broadway onde o elenco se reveza em vários personagens. Após a repercussão da peça, estreou como protagonista no musical Turandot, dirigido por José Renato. Na peça, sua personagem é Turandot, uma mulher devassa e incontrolável, filha de um imperador chinês. Em 2000, atuou como Mia Barros no espetáculo musical Cazas de Cazuza, que remonta a vida do cantor Cazuza por meio de suas próprias canções. Seu trabalho no espetáculo lhe rendeu muitos elogios e a peça viajou por diversas cidades, proporcionado maiores projeções para sua carreira.

Durante uma temporada da peça Cazas de Cazuza em São Paulo, André Reis, então produtor da TV Globo, assistiu o espetáculo e se interessou pelo trabalho de Vannessa, a convidando para fazer um teste para a novela O Cravo e a Rosa, de Walcyr Carrasco. Inicialmente, realizou testes para a personagem Kiki (personagem de Rejane Arruda) com diversas outras atrizes. Foi aprovada na primeira etapa e viajou para o Rio de Janeiro para prosseguir com os testes. Na segunda etapa, realizada com os diretores da novela, ela logo foi aprovada e designada para o papel de Lindinha, marcando sua estreia na televisão. A novela fez muito sucesso e mudou completamente sua vida, a obrigando a se mudar para o Rio de Janeiro e deixar o musical Cazas de Cazuza. Sua personagem é uma das vilãs da trama, mora na fazenda de Petrucchio (Eduardo Moscovis), por quem é apaixonada e vive armando contra o seu casamento com Catarina (Adriana Esteves).

2001–05: Reconhecimento nacional

Em março de 2001, estrelou uma montagem de Eles não Usam Black-tie, como Maria. A peça, escrita por Gianfrancesco Guarnieri e considerada como um dos clássicos da dramaturgia nacional, expõe o conflito de um pai operário e seu filho alienado em meio a uma greve de trabalhadores. Sua personagem é uma operária que apoia a grave e namora o jovem alienado. Vanessa repetiu parceria em cena com Eduardo Moscovis, como seu par romântico, e Ana Lúcia Torre, com quem havia trabalhado em O Cravo e a Rosa. Na televisão, após o sucesso de sua novela de estreia, passou a ser recorrente em diversas produções. Em novembro de 2001, fez uma participação especial no episódio "A Quenga e o Delegado" do programa Brava Gente, no papel de "Sucena". Em fevereiro de 2002, entrou em cartaz no espetáculo musical A Luta Secreta de Maria da Encarnação, mais uma adaptação de um texto de Gianfrancesco Guarnieri. Na peça, ele deu vida à protagonista Maria da Encarnação em sua juventude e dividiu o papel com Suely Franco, atriz que a interpreta em uma fase mais velha.

Em 2002, voltou à televisão na pele da empregada doméstica Gonçala Pereira na novela Desejos de Mulher, de Euclydes Marinho. Em um papel secundário, sua personagem é funcionária da protagonista Júlia, interpretada por Glória Pires. Apesar de seu reconhecimento no teatro, Vanessa viria ganhar maior visibilidade ao interpretar Fernanda na novela das oito Mulheres Apaixonadas, de Manoel Carlos, produção de grande repercussão de 2003 da TV Globo. Na trama, sua personagem mantém um relacionamento secreto com Téo (Tony Ramos), o qual é casado com a protagonista Helena (Christiane Torloni), e juntos possuem uma filha, Salete (Bruna Marquezine). Esse trabalhou foi um dos highlights de sua carreira e a celebrizou nacionalmente, principalmente pelo desfecho da história de sua personagem, que envolve uma cena de tiroteio no Leblon que ficou marcada na teledramaturgia brasileira. Como Fernanda, Gerbelli teve sua atuação elogiada pela crítica e público, além de se reconhecida como Melhor Atriz Coadjuvante na premiação dos Melhores do Ano e receber uma indicação na mesma categoria do Prêmio Contigo! de TV, duas importantes premiações da televisão à época.

Em abril de 2003, apareceu no filme Carandiru, de Héctor Babenco, sua estreia no cinema, no papel de Célia. Em fevereiro de 2004, estrelou como Elmira a peça Tartufo, adaptação de Tônio Carvalho do texto de Molière. A peça, que é um texto cômico abordando relações humanas que envolvem religião, poder e ascensão social, ainda é estrelada por Eduardo Moscovis, Ana Lúcia Torre, Ernani Moraes e Leandra Leal. O ano de 2004 também foi bastante produtivo na televisão. Em janeiro, fez uma participação especial em Kubanacan, de Carlos Lombardi, no papel da guerrilheira Amapola, que se apaixona por Enrico (Vladimir Brichta). O fim de sua personagem na trama fez uma referência à morte de sua personagem em Mulheres Apaixonadas, tendo o mesmo fim trágico. Ainda em janeiro, foi escalada para a o papel de Tancinha na novela Da Cor do Pecado, de João Emanuel Carneiro. Sua personagem entra na trama já em andamento e se envolve com vidente Helinho (Matheus Nachtergaele) ao tentar entrar em contato com seu falecido marido.

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