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Victor dos Santos Gonçalves

Arqueólogo português

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Victor Manuel dos Santos Gonçalves (Setúbal, 14 de maio de 1946 - Lisboa, 3 de dezembro de 2024), mais conhecido por Victor S. Gonçalves, foi um arqueólogo e pré-historiador português, tendo-se dedicado ao longo de cinco décadas às problemáticas da Pré-História no ocidente peninsular, com ênfase no Neolítico, Calcolítico e Megalitismo do Centro e Sul de Portugal.

Foi responsável por mais de 50 escavações arqueológicas, intervencionando emblemáticos sítios como Cerro do Castelo de Santa Justa (Alcoutim), Cabeço do Pé da Erra (Coruche), as grutas artificiais do Casal do Pardo (Palmela) ou Vila Nova de São Pedro (Azambuja). É autor de mais de duas centenas de artigos e editou cerca de uma dezena de livros.

Foi membro de mérito da Academia Portuguesa da História, assim como membro correspondente do Instituto Arqueológico Alemão.

Foi, desde 2020, Professor Emérito da Universidade de Lisboa.

Nasce em Setúbal a 14 de maio de 1946. Prosseguiu com os estudos na mesma cidade - primeiro na Escola Conde Ferreira e a seguir no Liceu Nacional de Setúbal - até à faculdade.

Ingressou no ano lectivo 1963-64 no Curso de História da Faculdade de Letras de Lisboa, onde se licenciou a 20 de janeiro de 1970 com a classificação geral de 16 valores (17 na dissertação), defendendo como tese resultados das suas próprias escavações no Castro da Rotura (Setúbal).

Foi contratado em 1970 como assistente da Universidade de Luanda, onde ensinou durante dois anos (em Sá da Bandeira) Pré-História e Antiguidade Oriental.

É convidado, em 1972, convidado pelos professores Jorge Borges de Macedo e Joaquim Veríssimo Serrão para orientar a unidade lectiva de Pré-História, na Faculdade de Letras da Universidade Lisboa.

Foi fundador, com Ana Margarida Arruda, do projecto CAALG (Carta Arqueológica do Algarve). Este projecto seria o embrião do que, posteriormente, seria a UNIARQ.

Defende, a 7 de janeiro de 1989, na Universidade de Lisboa, a sua tese de doutoramento, intitulada «Megalitismo e Metalurgia no Alto Algarve Oriental. Uma perspectiva integrada», tendo obtido a classificação máxima, concedida por unanimidade (Aprovado com Distinção e Louvor).

Foi, desde 1993 e até se jubilar, o primeiro director do novo Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa - UNIARQ, nascido da cisão do antigo Centro de Arqueologia e História, do qual era secretário desde o ano lectivo de 1989/1990.

Jubilou-se, enquanto Professor Catedrático, das actividades de docência no ano lectivo de 2016/2017.

Juntamente com Ana Catarina Sousa, vence em 2019 o Prémio Prof. Doutor Pedro da Cunha e Serra da Academia da História com a monografia «Casas Novas numa curva do Sorraia (no 6.º milénio a.n.e. e a seguir)», editada pelo Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa.

Faleceu a 3 de dezembro de 2024, em Lisboa, aos 78 anos.

Intervenções arqueológicas (até 2015)

Areias 15 (Reguengos De Monsaraz): 1 Campanha (1995);

Barranco Do Farinheiro (Coruche): 2 Campanhas (2012 a 2015);

Cabeço Do Pé Da Erra (Coruche): 8 Campanhas (1983-1985, 2011-2015);

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