Neste Dia

Violência

Uso de força física ou poder com a intenção de infligir dano

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Violência é definida pela Organização Mundial da Saúde como "o uso intencional de força física ou poder, ameaçados ou reais, contra si mesmo, contra outra pessoa ou contra um grupo ou comunidade, que resultem ou tenham grande probabilidade de resultar em ferimento, morte, dano psicológico, mau desenvolvimento ou privação", embora o grupo reconheça que a inclusão de "uso do poder" em sua definição expande a compreensão convencional da palavra.

Globalmente, a violência resultou na morte de cerca de 1,28 milhões de pessoas em 2013, contra 1,13 milhões em 1990. Das mortes em 2013, cerca de 842 000 foram atribuídas a autodestruição (suicídio), 405 000 para a violência interpessoal e 31 000 para a violência coletiva (manifestação e guerras) e intervenção legal. Corlin, ex-presidente da Associação Médica Americana diz que para cada morte por violência, há dezenas de hospitalizações, centenas de visitas a emergências e milhares de consultas médicas.

Em 2013, assalto por arma de fogo foi a principal causa de morte devido à violência interpessoal, com 180 000 dessas mortes estimadas terem ocorrido. No mesmo ano, assalto por objeto afiado resultou em aproximadamente 114 000 mortes, com 110 000 mortes restantes de violência pessoal sendo atribuídas a outras causas.

A violência em muitas formas é evitável. Existe uma forte relação entre os níveis de violência e os fatores modificáveis, como a pobreza concentrada, a desigualdade de renda e de gênero, o uso nocivo do álcool e a ausência de relações seguras, estáveis e estimulantes entre as crianças e os pais. As estratégias que abordam as causas subjacentes da violência podem ser eficazes na prevenção da violência. A violência é principalmente classificada como instrumental ou reativa/hostil. Para a prática da violência, as atitudes ou atos podem ser físicos, sexuais, psicológicos, emocionais.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a violência pode ser dividida em três grandes categorias. A violência autodirigida, que uma pessoa inflige a si mesma; a violência interpessoal, que um indivíduo ou um pequeno grupo de indivíduos inflige a outro; e a violência coletiva, realizada por grupos maiores como estados, grupos políticos organizados, grupos de milícias e organizações terroristas. Essas três grandes categorias são divididas cada vez mais para refletir tipos mais específicos de violência.

Por outro lado, Vittorio Bufacchi descreve dois conceitos modernos diferentes de violência, uma "concepção minimalista" da violência como um ato intencional de força excessiva ou destrutiva, e a "concepção abrangente", que inclui violações de direitos, incluindo uma longa lista de necessidades humanas.

A violência autodirigida é subdividida em comportamento suicida e autoabuso. O primeiro inclui pensamentos suicidas, tentativas de suicídio — também chamado de para suicídio ou suicídio deliberado em alguns países — e suicídios concluídos. Auto-abuso, em contraste, inclui atos como automutilação.

Violência interpessoal é uma classificação de violência dividida em duas categorias: a violência familiar e conjugal que em geral ocorre no próprio lar e a violência comunitária que acontece fora do lar, entre pessoas que não têm vínculos de parentesco ou entre pessoas que podem ou não se conhecer.

A violência familiar e conjugal inclui os maus-tratos de menores, a violência doméstica e os maus-tratos a pessoas idosas.

A violência comunitária inclui a violência entre jovens, estupro, agressão sexual de estranhos e a violência em ambientes institucionais como escolas, locais de trabalho, prisões e asilos. Quando a violência interpessoal ocorre nas famílias, suas consequências psicológicas podem afetar os pais, as crianças e seu relacionamento a curto e longo prazos.

O maltrato infantil é o abuso e a negligência que ocorre às crianças menores de 18 anos de idade. Inclui todos os tipos de maus tratos físicos e/ou emocionais, abusos sexuais, negligência e exploração sexual ou comercial o que resulta em danos reais ou potenciais à saúde, à sobrevivência, ao desenvolvimento ou à dignidade da criança no contexto de uma relação de responsabilidade, confiança ou poder. A exposição a violência de parceiro íntimo também é, por vezes, incluída como uma forma de maltrato infantil.

O maltrato infantil é um problema global com graves consequências ao longo da vida, que é, no entanto, complexo e difícil de estudar.

Não há estimativas globais confiáveis para a prevalência de maus tratos infantis. Os dados para muitos países, especialmente países de baixa e média renda, são escassos. As estimativas atuais variam amplamente, dependendo do país e do método de pesquisa utilizado. Aproximadamente 20% das mulheres e 5-10% dos homens relatam terem sido abusados sexualmente quando crianças, enquanto 25% a 50% de todas as crianças relatam ter sido abusadas fisicamente.

As consequências do maltrato infantil incluem problemas de saúde física e mental ao longo da vida e funcionamento social e ocupacional (por exemplo, dificuldades na escola, trabalho e relacionamento). Estes podem, em última instância, retardar o desenvolvimento econômico e social de um país. Prevenir maus-tratos infantis antes deles começarem é possível e requer uma abordagem multissetorial. Programas eficazes de prevenção apoiam os pais e ensinam habilidades positivas para pais. O cuidado contínuo de crianças e famílias pode reduzir o risco dos maus-tratos reiniciarem e pode minimizar suas consequências.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, jovens são definidos como pessoas entre 10 e 29 anos. A violência juvenil refere-se à violência que ocorre entre os jovens e inclui atos que variam de bullying e combate físico, até às mais severas como agressões sexuais, agressões físicas e homicídio.

Em todo o mundo, cerca de 250 000 homicídios ocorrem entre os jovens de 10 a 29 anos a cada ano, o que representa 41% do número total de homicídios a nível mundial a cada ano ("Global Burden of Disease", Organização Mundial da Saúde, 2008). Para cada jovem morto, 20–40 são feridos precisando de tratamento hospitalar.

Os programas de prevenção mostrados como efetivos ou promissores na redução da violência juvenil incluem programas de habilidades sociais e de desenvolvimento social, projetados para ajudar crianças e adolescentes a gerenciar a raiva, resolver conflitos e desenvolver as habilidades sociais necessárias para resolver problemas; Programas de prevenção contra bullying baseados nas escolas; e programas para reduzir o acesso ao álcool, drogas ilegais e armas. Além disso, devido aos efeitos significativos da vizinhança na violência juvenil, as intervenções envolvendo a mudança de famílias para ambientes menos pobres mostraram resultados promissores. Da mesma forma, projetos de renovação urbana, como as melhoria em bairros, têm mostrado uma redução na violência juvenil.

Violência por parceiro íntimo refere-se ao comportamento em um relacionamento íntimo que causa danos físicos, sexuais ou psicológicos, incluindo agressão física, coerção sexual, abuso psicológico e comportamentos de controle.

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