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Vitória (Espírito Santo)

Capital do estado brasileiro do Espírito Santo

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Vitória é a capital do estado brasileiro do Espírito Santo, na Região Sudeste do país. Situada a 20º19'09' de latitude sul e 40°20'50' de longitude oeste, Vitória se limita ao norte com o município da Serra, ao sul com Vila Velha, a leste com o oceano Atlântico e a oeste com Cariacica. É uma das três ilhas-capitais do Brasil, cujas respectivas regiões metropolitanas abrangem inteiramente ilhas localizadas no litoral brasileiro ao longo do Oceano Atlântico, sendo que a maior parte do município está localizada na Ilha de Vitória.

Com uma população de cerca de 340 mil habitantes, segundo estimativas de 2024 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade é a quarta mais populosa do estado (atrás dos municípios limítrofes de sua região metropolitana: Vila Velha, Serra e Cariacica) e integra uma metrópole denominada Grande Vitória, com cerca de 2 milhões de habitantes. Vitória é cercada pela Baía de Vitória e é uma ilha de tipo fluviomarinho, mas outras 34 ilhas e uma porção continental também fazem parte do município, perfazendo 97 km². Da área total, 46 km² estão em perímetro urbano. Originalmente eram 50 ilhas, muitas das quais foram agregadas por meio de aterro à ilha maior.

A cidade tem o quinto maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre todos os municípios brasileiros. Em 2015, foi considerada a segunda melhor cidade para se viver no Brasil pela Organização das Nações Unidas (ONU). Em uma pesquisa de 2017, Vitória foi classificada como a terceira melhor capital brasileira para se viver.

A capital capixaba também foi eleita a cidade com o melhor capital humano do Brasil, segundo a revista Exame. Segundo estudo do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon feito em 2017, a cidade é a nona melhor cidade para se envelhecer no país. Além disso, Vitória tem o melhor índice de bem-estar urbano entre as capitais brasileiras e possui sete entre os 20 melhores bairros de todo país por IDH-M.

No século XVI, quando os primeiros exploradores portugueses chegaram à região da atual Vitória, a mesma era disputada por três grupos indígenas diferentes: os goitacás (procedentes do sul), os aimorés (procedentes do interior) e os tupiniquins (procedentes do norte). O donatário português da capitania do Espírito Santo, Vasco Fernandes Coutinho, fundou, em 1535, a atual cidade de Vila Velha, cujo nome na época era Vila do Espírito Santo, que passou a ser a capital da capitania.

Devido aos constantes ataques indígenas, franceses e holandeses à cidade fundada por Coutinho, os portugueses decidiram transferir a capital da capitania para a Ilha de Santo Antônio, na Baía de Vitória. A ilha era chamada pelos índios de Ilha de Guanaani. Em 8 de setembro de 1551, após uma vitória portuguesa contra os goitacás e aimorés, a cidade foi renomeada como Vila da Vitória, nome posteriormente alterado para Vitória em 17 de março de 1823.

Até o século XIX, os limites da capital capixaba eram o atual Forte de São João, onde atualmente está localizado o Clube de Regatas Saldanha da Gama, próximo ao Centro da cidade, e o morro onde funciona o atual hospital da Santa Casa de Misericórdia, no bairro Vila Rubim. A cidade foi sendo construída nas partes altas, o que deu origem a diversas ruas estreitas. A parte de baixo foi sujeita a ataques e, devido a isso, foram construídos vários fortes na beira do mar.

Em 24 de fevereiro de 1823 (17 de março de 1829), a vila de Vitória foi elevada a cidade, mas seu isolamento insular evitava seu desenvolvimento. A partir do ano de 1894, com o ciclo do café, iniciaram-se, na ilha, diversos aterros nas partes baixas da cidade, alterando a forma da ilha e modernizando-a. Foram construídos, após disso, diversos bairros e escadarias e foram derrubados casarões. Além disso, foi melhorado o saneamento.

Em 1941, surgiu o primeiro cais na capital e, em 1927, a ponte que ligou a ilha ao continente. O porto se desenvolveu. Em 1949, foram feitos mais aterros e foram construídas amplas avenidas. Depois dessas várias mudanças, a cidade tornou-se o maior centro do Espírito Santo. Em 1970, o Porto de Vitória se tornou um dos mais importantes do país, e a capital começou a se industrializar. A modernização da ilha gerou o desaparecimento de quase todos os vestígios da Colônia e do Império na ilha.

De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária e Imediata de Vitória. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Vitória, que por sua vez estava incluída na mesorregião Central Espírito-Santense.

O clima vitoriense é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical quente super-úmido (tipo Aw segundo Köppen), com invernos amenos e chuvas concentradas entre a primavera e o verão, quando as temperaturas ficam elevadas. A temperatura média anual é de 25 °C, porém as temperaturas podem variar muito no inverno, podendo chegar aos 30 °C em épocas de grande seca, e 20 °C quando ocorrem tempestades. Devido à Corrente Fria das Malvinas, Vitória empata com o Rio de Janeiro como a capital brasileira com menores taxas de precipitação pluviométrica, sendo que na cidade é de aproximadamente 1 400 milímetros.

Vitória é a cidade que apresenta as menores amplitudes térmicas de todo o Espírito Santo. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), desde 1931 a menor temperatura registrada em Vitória foi de 11,6 °C em 19 de maio de 2022, contudo o recorde absoluto ocorreu antes desse período, em 21 de julho de 1929, quando a mínima foi de 10,3 °C. A maior temperatura atingiu 39,6 °C em 25 de fevereiro de 2006., O maior acumulado de precipitação em 24 horas chegou a 212 mm em 19 de março de 1975. Outros acumulados iguais ou superiores a 150 mm foram: 198,6 mm em 18 de maio de 2019, 196,9 mm em 24 de junho de 1969, 182,2 mm em 6 de janeiro de 2004, 171,2 mm em 19 de março de 2013, 167,6 mm em 10 de janeiro de 1992 e 152,4 mm nos dias 12 de dezembro de 1977 e 9 de novembro de 2018. Desde 1961, dezembro de 2013 foi o mês de maior precipitação, com 713,9 mm acumulados.

Segundo o censo de 2010, 158.179 vitorienses (48%) se autodeclaram como brancos, 136.704 (42%) como pardos, 29.653 (9%) como negros, 2.062 (0,62%) como amarelos e 1.203 (0,38%) como indígenas.

O catolicismo é a religião mais professada em Vitória, assim como em todo o Espírito Santo, e de maior influência política e social. Nossa Senhora da Penha é considerada pelos católicos a padroeira do Espírito Santo. Entre os principais templos católicos da cidade, estão a Capela de Santa Luzia (erguida no século XVI, é a construção mais antiga do município); a Igreja de São Gonçalo (construída em 1766 pelas irmandades de Nossa Senhora do Amparo e da Boa Morte); a Igreja do Rosário (tombada pelo patrimônio histórico, foi erguida no século XVIII); a Igreja e Convento do Carmo (fundada em 1682 pelos padres carmelitas), a Basílica-Santuário de Santo Antônio (construída na década de 1960 pelos padres pavonianos) e a Catedral Metropolitana de Vitória, cuja construção foi iniciada na década de 1920.

Segundo o censo brasileiro de 2022, a composição religiosa da cidade era de 49,01% católicos, 27,99% evangélicos ou protestantes, 2,58% espíritas, 0,77% umbandistas ou candomblecistas, 0,01% religião tradicional, 4,73% outras religiões, 14,79% irreligiosos, 0,02% desconhecidos e 0,1% não declarados.

A administração municipal se dá pelo poder executivo e pelo poder legislativo. O primeiro a governar o município foi Ceciliano Abel de Almeida, que ficou no cargo de intendente entre fevereiro e setembro de 1909. Atualmente o prefeito municipal é Lorenzo Pazolini, do partido Republicanos, que foi eleito nas eleições municipais em 2020 no segundo turno com 58,50%, somando 102.466 votos.

O poder legislativo é constituído pela câmara, composta por 17 vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição) e está composta da seguinte forma: quatro cadeiras do Partido Popular Socialista (PPS); duas cadeiras do Partido Socialista Brasileiro (PSB); duas cadeiras do Partido Democrático Trabalhista (PDT); duas do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB); uma cadeira do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB); uma do Partido Social Democrático (PSD); uma do Partido Social Cristão (PSC); uma do Partido Verde (PV) e uma do Partido Progressista (PP). Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

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