Neste Dia

Vitor Belfort

Lutador de MMA brasileiro

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Vitor Vieira Belfort (Rio de Janeiro, 1 de abril de 1977) é um lutador brasileiro de MMA profissional, especialista em boxe. Belfort é ex-bicampeão Peso-Meio Pesado pelo UFC, e também lutou em outros eventos mundiais como Cage Rage, Strikeforce, e PRIDE. Possui em seu cartel vitórias sobre nomes importantes do MMA mundial como Randy Couture, Rich Franklin, Heath Herring, Michael Bisping, Luke Rockhold, Gilbert Yvel, Tank Abbott, Dan Henderson, Wanderlei Silva, Anthony Johnson e Evander Holyfield no boxe.

Começou a lutar muito cedo, no judô. Belfort é praticante do jiu-jítsu brasileiro, e seu mestre foi Carlson Gracie, de quem recebeu sua faixa preta. Foi o lutador mais jovem da história do jiu-jitsu brasileiro a receber a faixa preta desta Arte Marcial.

O camp de Vitor Belfort está sendo feito, atualmente, na academia OTB, um centro de treinamento exclusivo dele em Boca Raton, nos Estados Unidos. Lá, vem treinando junto ao Mestre Vinicio Antony, 5º Dan de karatê, 3º Dan de jiu-jitsu e mestre em kickboxing e muay thai, além de ex-treinador de Lyoto Machida e ex-sparring de André Pederneiras.

Com apenas 19 anos, Belfort chegou aos Estados Unidos para competir. Em sua primeira participação em eventos de MMA, na época vale-tudo, venceu o oponente Jon Hess em 12 segundos por nocaute (KO) em um evento chamado SuperBrawl 2, em Honolulu no Havaí.

Logo depois, mudou-se para competir no UFC, onde ganhou o apelido de "The Phenom". Ele venceu dois lutadores em seu evento de estreia no UFC, vencendo o UFC 12 Heavyweight Tournament. Aos 19 anos, Belfort tornou-se o mais jovem lutador da história a vencer no UFC. Sua vitória seguinte seria contra o vice-campeão do UFC 6 Tank Abbott por nocaute técnico (TKO) no UFC 13.

Em 1997, Belfort lutou contra o wrestler americano Randy Couture. Aos 8 min 16 s sofreu um nocaute técnico. Foi sua primeira derrota no mundo do MMA.

Após esta derrota, ele iria lutar mais duas vezes no UFC. A primeira dessas lutas foi contra Joe Charles, que foi derrotado rapidamente através de armlock. Um ano mais tarde, Belfort enfrentou o futuro campeão dos médios do Pride, Wanderlei Silva. Partiu para cima de Silva rapidamente com um cruzado de esquerda, em seguida o perseguiu por todo o octógono com uma enxurrada de socos,e Wanderlei foi nocauteado em apenas 44 segundos, em São Paulo.

Em seguida, Vítor Belfort, mudou-se para o Japão para lutar o Pride. Seu primeiro adversário foi Kazushi Sakuraba em 1999. Vítor controlou os primeiros minutos da luta, entretanto quebrou a mão em um golpe e por conta da contusão foi dominado no restante da luta por Sakuraba, que acabou vencendo Vitor por decisão unânime. Após a luta, ele parou de treinar com Carlson Gracie e começou a treinar com a Brazilian Top Team.

Ele lutou mais cinco vezes no Pride, contra Gilbert Yvel, Daijiro Matsui, Bobby Southworth, Yoshiki Takahashi, e Heath Herring, vencendo todos.

Voltando para o UFC, Belfort estava se preparando para lutar contra Tito Ortiz no evento principal do primeiro UFC realizado em Las Vegas, o UFC 33, no entanto ele sofreu uma lesão antes do evento, e o combate foi cancelado. Após a lesão, Belfort retornou e lutou contra Chuck Liddell no UFC 37.5 e perdeu por decisão, essa luta foi muito equilibrada entretanto no final da luta Vitor levou um 'knock down' que pesou na decisão. Após esta luta, venceu Marvin Eastman por TKO no UFC 43.

Sua próxima luta ocorreu em 2 de fevereiro de 2004, uma revanche contra Randy Couture valendo o título dos meio-pesados do UFC. Apesar de viver um drama com o desaparecimento de sua irmã Priscila Belfort, no dia 9 de janeiro daquele ano, Vitor venceu a luta em 49 segundos depois de uma emenda de sua luva cortar o olho de Couture, provocando uma paralisação do árbitro. Tornou-se campeão do UFC em duas categorias diferentes, já que no passado tinha sido o campeão mais jovem do torneio dos pesos pesados e da história do UFC. A terceira luta entre os dois ocorreu no dia 21 de agosto de 2004. Couture venceu por interrupção médica após a terceiro round, recuperando o título dos meio-pesados do UFC.

Após a perda do cinturão para Randy Couture, Vitor enfrentou Tito Ortiz em 5 de fevereiro de 2005. Belfort quebrou o nariz de Tito com socos no primeiro round e quase nocauteou Ortiz, no segundo. No terceiro round da luta Vitor já exausto tentou manter Ortiz em pé, mas não conseguiu e a luta foi para o chão. No final do combate Belfort perdeu por decisão dividida, juiz 1 (29-28) para Ortiz, juiz 2(29-28) para Belfort, juiz (29-28) para Ortiz. Essa derrota para o Tito Ortiz é considerada uma das maiores "garfadas" da história do UFC.

O talentoso treinador Al Stankie, responsável pelo ouro olímpico de Oscar de la Hoya, afirmou, certa vez, que o MMA roubou um dos maiores talentos da história do boxe.

Isso foi comprovado no dia 11 de abril de 2006, quando Vitor lutou pela primeira – e, por enquanto única – vez no boxe profissional (no evento Minotauro Fights III) contra o ex-campeão baiano Josemário Neves, que possuía um cartel de sete lutas e cinco vitórias. Belfort ganhou por TKO no primeiro minuto depois de nocautear seu oponente por três vezes.

Por conta de seu desempenho neste evento, Vítor foi escalado novamente para fazer uma luta casada de Boxe, na quarta edição do Minotauro Fights. Porém, devido a uma contusão na coxa que ele teve na luta de MMA contra o holandês Alistair Overeem, durante o Strikerforce, ele não pôde lutar.

Em 2010, Vitor usou seu twitter para pedir um novo desafio de boxe ao presidente do UFC, Dana White. Vitor sugeriu uma luta contra James Toney, em seis rounds, nas regras do boxe.

Apesar de ter seu pedido aceito por parte de James Toney, essa luta nunca ocorreu.

No Pride 32: The Real Deal, em 21 de outubro de 2006, Belfort perdeu uma decisão unânime de Dan Henderson. Após a luta, o teste de Belfort deu positivo para uma substância ilegal, 4-hidroxitestosterona. Em sua defesa, Belfort argumentou que comprou um suplemento que continha 4-hidroxitestosterona. Belfort também explicou que poderia ter recebido 4-hidroxitestosterona como o resultado das injeções de reabilitação que lhe era conferida pelo brasileiro endocrinologista Dr. Rodrigo M. Greco após sua cirurgia para reparar um rompimento do menisco no joelho, no verão de 2006.

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