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Voo Air France 4590

Acidente aéreo

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O Voo Air France 4590 foi um voo regular da companhia Air France, de Paris a Nova Iorque, feito com uma aeronave modelo Concorde.

Esse voo da Air France, havia sido fretado por uma companhia de cruzeiros alemã,chamada Peter Deilmann, por isso a maioria dos passageiros nesse voo era de origem alemã, e quando esses passageiros chegassem em Nova Iorque,eles iriam embarcar no navio MS Deuschland.

O dia 25 de julho de 2000 ficou marcado na história aeronáutica pela ocorrência de um acidente envolvendo essa rota. Um vazamento de combustível devido à ruptura do tanque nº 5 provocou um grande incêndio sob a asa esquerda da aeronave. Depois de uma sequência de falhas, a aeronave não conseguiu ganhar altitude e caiu instantes depois da decolagem.

Após o acidente, o Concorde sofreu algumas modificações e 15 meses depois do acidente ele voltou ao serviço de passageiros. Porém, em 10 de abril de 2003, Air France e British Airways decidiram juntas encerrar os voos comerciais do Concorde. A Air France encerrou os voos do Concorde em 31 de maio de 2003 enquanto que a British Airways encerrou os voos em 24 de outubro de 2003.

A aeronave acidentada foi fabricada em 1974 pelo consórcio entre a britânica BAC-British Aircraft Corporation e a francesa Aérospatiale. A BAC foi extinta em 1999, passando a integrar a BAE Systems e a Aérospatiale foi extinta em 2000 passando a integrar o grupo EADS.

A aeronave tinha o número de série 203 e foi produzida na unidade da Aérospatiale, em Toulouse, França. Seu primeiro voo pós-produção foi em 31 de janeiro de 1975.

Foi adquirida pela Aérospatiale em 28 de maio de 1975, que a registrou como F-BTSC e arrendada pela Air France de 6 de janeiro de 1976 a 8 de dezembro de 1976, retornando nesta data para a Aérospatiale. Em 11 de junho de 1979 foi novamente arrendada pela Air France, que a comprou da Aérospatiale em 23 de outubro de 1980.

Na data do acidente a aeronave tinha 25,5 anos de uso, sendo quase 20 anos de propriedade da Air France. Seu Certificado de Aeronavegabilidade havia sido emitido em 23 de dezembro de 1975, com validade até 29 de setembro de 2002. Até a data do acidente, a aeronave estava com 11 989 horas de voo e 4 873 ciclos. A última revisão geral havia sido concluída em 1 de outubro de 1999 e desde então acumulava 576 horas de voo e 181 ciclos.

Entre 17 e 21 de julho de 2000, passou por uma manutenção no trem de pouso esquerdo e depois disso já havia realizado quatro voos entre 21 e 24 de julho. Algumas manutenções de rotina foram realizadas neste período.

A aeronave acidentada, de matrícula F-BTSC estava inicialmente planejada para ser reserva no dia 25 de julho. Uma outra, de matrícula F-BVFA estava destinada a realizar o voo pela manhã e uma terceira, F-BVFC, realizaria o voo 4590 à tarde. Por razões de manutenção, houve uma inversão entre F-BVFA e F-BVFC, ou seja, a F-BVFA realizaria o voo da tarde. Esta, porém, foi impedida de realizar o voo e substituída pela reserva F-BTSC que, antes do voo, precisou passar por uma manutenção: troca de um motor pneumático acionador do sistema de exaustão do motor nº 2. A aeronave foi então aprovada para o voo.

No aeroporto Charles de Gaulle em Paris, França, o Concorde que realizaria o voo 4590 da Air France, com 109 pessoas a bordo, espera a autorização para decolar rumo a Nova Iorque, após o reparo do motor nº 2 (asa esquerda).

Às 14h42 (UTC), a tripulação é autorizada a decolar e inicia a rolagem pela pista nº 26. Às 14h43, a aeronave decola e instantes depois, a torre comunica à tripulação a existência de chamas sob a asa esquerda. Em seguida, a tripulação comunica falha no motor nº 2.

A aeronave prossegue o voo em baixa altitude. O comandante comunica que seguiria para Le Bourget (aeroporto mais próximo) para tentar um pouso de emergência. O Concorde perde altura e ruma para a comunidade parisiense de Gonesse.

A asa esquerda começa a ser tomada mais drasticamente pelas chamas, comprometendo seriamente os comandos de voo, além da perda de potência dos motores e o avião vai se inclinando para este lado. Apesar dos esforços dos pilotos, o voo 4590 cai em um hotel de Gonesse. As 109 pessoas a bordo do avião e mais 4 no hotel morrem.

O voo 4590 durou aproximadamente 80 segundos (entre 14h43m13s e 14h44m31s).

As caixas pretas foram localizadas 4 horas após o acidente, tendo sido recuperadas todas as informações registradas tanto de gravação de voz (CVR-Cockpit Voice Recorder) quanto de dados de voo (FDR-Flight Data Recorder). Havia ainda um terceiro dispositivo de gravação de dados de voo (QAR-Quick Access Recorder), não protegido, para utilização de rotina pela Air France e cujas informações foram parcialmente recuperadas e comparadas com os dados do FDR.

Apurou-se nas investigações que a ruptura do tanque ocorreu durante a decolagem, tendo sido causada pelo violento choque de um pedaço do pneu nº 2 (localizado no trem de pouso principal esquerdo) que estourou devido a uma peça de um DC-10 da companhia Continental, caída na pista do aeroporto Charles de Gaulle. Logo em seguida houve perda de potência no motor nº 2 e em seguida no motor nº 1. O DC-10 havia decolado cinco minutos antes do Concorde. Após 18 meses de investigações, foi apresentado o relatório final sobre o acidente.

Em janeiro de 2002 o BEA (sigla em francês de Escritório de Investigações e Análises), agência do governo francês responsável pela investigação de acidentes aéreos na aviação civil, emitiu o Relatório Oficial Final do acidente.

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