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Voo Germanwings 9525

Queda intencional de um avião nos Alpes Franceses em 2015

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Voo Germanwings 9525 (ICAO: GWI 18G) foi uma rota comercial internacional, operada pela Germanwings, subsidiária baixo custo da Lufthansa, utilizando um Airbus A320-211, partindo do Aeroporto de Barcelona-El Prat, com destino ao Aeroporto de Düsseldorf. Em 24 de março de 2015, o avião caiu a cem quilômetros a noroeste de Nice nos Alpes Franceses. Todos os 144 passageiros e seis membros da tripulação foram mortos. O acidente foi causado intencionalmente pelo copiloto Andreas Lubitz, que já havia sido tratado por tendências suicidas, porém não informou à companhia sobre isso. Pouco após chegar à altitude de cruzeiro, enquanto o comandante estava fora da cabine de comando, ele trancou a porta e iniciou uma descida controlada até que o avião se chocou contra os Alpes.

Em resposta ao incidente e as circunstâncias do envolvimento de Lubitz, as autoridades da aviação de alguns países implementaram medidas que exigem a presença dos dois pilotos na cabine de comando a todo momento. Três dias após o acidente, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação emitiu uma recomendação temporária para que as companhias aéreas obriguem que pelo menos dois membros da tripulação, incluindo ao menos um piloto, ficassem na cabine de comando durante todo o voo. Várias companhias aéreas anunciaram que também adotaram políticas similares voluntariamente.

A aeronave era um Airbus A320, registrado como D-AIPX, entrou em serviço em 29 de novembro de 1990, pela Lufthansa. Foi entregue à Germanwings em 2003, devolvido à Lufthansa em 2004 e re-incorporado à Germanwings a 31 de janeiro de 2014.

A aeronave havia acumulado cerca de 58 300 horas de voo em 46 700 voos.

No dia 24 de março de 2015, o Airbus A320 de prefixo D-AIPX, operado pela Germanwings foi programado para realizar a rota entre Barcelona, na Espanha e Düsseldorf, na Alemanha. O código identificador do voo para a comunicação com os controladores seria GWI18G. A tripulação era composta de seis membros, sendo piloto, copiloto e quatro comissários. Havia 144 passageiros a bordo. A mesma tripulação havia realizado o voo de ida, decolando de Düsseldorf às 6h01 (UTC) e pousando em Barcelona às 7h57.

Às 9h00 o avião decolou da pista 07R do aeroporto de Barcelona e às 9h30, com a aeronave em altitude de cruzeiro, 38 000 pés (11 600 metros), foi feito o último contato da tripulação com o controle aéreo. Cerca de um minuto depois, o avião começa a perder altitude progressivamente, em média 3 500 pés (1 070 metros) por minuto. Pouco depois das 9h34, a altitude era de 25 100 pés (7 650 metros). Com pouco mais de 41 minutos de voo, o avião desaparece dos radares. Durante todo o tempo de voo, a tripulação não relatou nenhuma anormalidade. A combinação de perda de contato por rádio e a queda repentina da aeronave, levaram os controladores a emitir um alerta de perigo, disse um porta-voz da Diretoria Geral de Aviação Civil francesa (DGAC). A aeronave caiu em uma área remota da comuna de Prads-Haute-Bléone, Alpes-de-Haute-Provence, cerca de cem quilômetros a noroeste de Nice. O site de rastreamento de voo Flightradar24 mostrou uma descida de 16 600 pés (5 060 metros) durante os oito minutos finais do voo. O contato com o radar foi perdido às 9h41min06 UTC. No momento, a aeronave estava voando a uma altitude de 6 800 pés (2 070 metros).

A polícia e a Sécurité Civile enviaram helicópteros para localizar os destroços. Quando foi encontrado o local de impacto, soube-se que o avião havia se desintegrado, com o maior pedaço dos destroços sendo "do tamanho de um carro". De acordo com o primeiro-ministro francês Manuel Valls, a tripulação de um helicóptero, que pousou perto do local do acidente confirmou que não houve sobreviventes. A equipe de busca e salvamento informou que a área em que estavam os destroços era de 2 quilômetros quadrados (0,772 milhas quadradas).

Fonte: Relatório preliminar da agência BEA

Havia 144 passageiros, dois pilotos e quatro tripulantes a bordo da aeronave, pessoas de pelo menos 18 países, principalmente Alemanha e Espanha. A contagem inicial foi confundido por conta de casos de cidadania múltipla. Foram encontrados pedaços dos corpos de todas as 150 vítimas.

O piloto em comando, o capitão Patrick Sondenheimer de 34 anos de idade, tinha dez anos de experiência de voo (6 000 horas de voo) e já tinha trabalhado com A320s da Germanwings, Lufthansa e Condor.

O copiloto Andreas Lubitz, de 27 anos de idade, tinha 630 horas de voo de experiência. Lubitz interrompeu seu treinamento de voo por vários meses e informou a Escola de Voo e Formação de Pilotos em 2009 sobre um "episódio anterior de depressão grave". Em 30 de março, os investigadores em Düsseldorf disseram que Lubitz tinha sido tratado por conta de tendências suicidas vários anos antes de se tornar piloto.

Entre os passageiros estavam dezesseis estudantes e dois professores da escola de ensino médio Joseph-König-Gymnasium de Haltern am See, Renânia do Norte-Vestfália. Eles estavam a caminho de casa depois de um intercâmbio estudantil com o Instituto Giola em Llinars del Vallès, Barcelona, Espanha. O prefeito de Haltern, Bodo Klimpel, descreveu o episódio como "o dia mais sombrio da história da cidade".

O baixo-barítono Oleg Bryjak e a contralto Maria Radner, cantores da Deutsche Oper am Rhein, também estavam no voo.

A agência responsável pela investigação de acidentes na aviação civil francesa, Bureau d'Enquêtes et d'Analyses pour la Sécurité de l'Aviation Civile (BEA), iniciou uma investigação, acompanhada por seu homólogo alemão, a German Federal Bureau of Aircraft Accidents Investigation (BFU).

No dia 24 de março, o BEA enviou sete investigadores ao local do acidente, acompanhados por representantes da Airbus e CFM International. O BEA informou na ocasião que iria realizar uma conferência de imprensa em 25 de março.

Uma das caixas pretas, que registra os dados de voz na cabine de comando, foi encontrada pela equipe de salvamento no mesmo dia do acidente. Uma semana depois foi encontrada a segunda caixa preta, que registra os parâmetros de voo.

Em maio de 2015, o BEA publicou um relatório preliminar com o resultado das investigações confirmando que, durante a fase de cruzeiro, o copiloto ficou sozinho na cabine de comando, travou a porta e, intencionalmente, alterou a programação do piloto automático para dar instruções ao avião para que reduzisse sua altitude até colidir com o terreno. O copiloto não abriu a porta da cabine durante a descida, apesar dos pedidos de acesso feitos através do comando sonoro de acesso, do interfone da cabine e de impactos na porta. Sons de respiração foram registrados na gravação de voz da cabine até alguns segundos antes do fim do voo, por conseguinte, atribuídos ao copiloto.pg.28–29

Andreas Günter Lubitz, nascido em 1987 na cidade alemã de Montabaur, copiloto do voo, foi apontado como o responsável pelo acidente, operando de forma deliberada os controles para aumentar a velocidade e reduzir a altitude do avião, segundo as investigações.

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