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Walter Casagrande

Futebolista brasileiro

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Walter Casagrande Júnior (São Paulo, 15 de abril de 1963) é um comentarista esportivo, jornalista e ex-futebolista brasileiro que atuava como centroavante.

Trabalhou como comentarista de futebol na TV Globo entre 1998 e 2022. Atualmente possui uma coluna no portal UOL.

Revelado no Corinthians, Casagrande iniciou sua carreira em 1980. Porém, logo após ter se profissionalizado, o jogador, aos 18 anos, teve um desentendimento com Oswaldo Brandão, então treinador do time. Por esse motivo, Casagrande foi cedido por empréstimo à Caldense, de Poços de Caldas. Ditão, ex-zagueiro do Corinthians na década de 1960, era um grande amigo da família de Casagrande.

Em 1981, pela Caldense, disputou o Torneio Esperança e o Campeonato Mineiro daquele ano e foi o artilheiro da equipe na temporada. Foi vice artilheiro do Campeonato Mineiro e marcou quatro gols no Atlético Mineiro, sendo dois em Poços de Caldas e dois no Mineirão. Ao final daquele Campeonato Mineiro, a Caldense acabou em sexto.

Retornou ao Corinthians em 1982, quando fez parte da Democracia Corintiana, movimento que dizia respeito tanto ao esporte quanto à política. Os jogadores se revoltaram e começaram a fazer uma rebelião no estádio. Durante esta época, Casagrande viveu a melhor fase de sua carreira, jogando ao lado de craques como, Zenon, Biro-Biro e Sócrates.

Foi emprestado ao São Paulo no ano de 1984, após desagradar o treinador Jorge Vieira por causa de sua boêmia. Pelo tricolor, Casão — apelido pelo qual ficou conhecido — teve de jogar improvisado na meia-direita, uma vez que o centroavante titular era Careca. Apesar da sua passagem pelo Morumbi ter sido boa, com 23 partidas e 11 gols marcados, um ano mais tarde o jogador já estava de volta ao Corinthians.

Casagrande foi convocado por Telê Santana para integrar a Seleção Brasileira que se preparava para a disputa da Copa do Mundo de 1986. Mesmo com seu histórico de problemas disciplinares no Corinthians, o rigoroso técnico da Seleção, que já havia vetado Renato Gaúcho, confirmou o nome de Casão na delegação que viajou ao México. No entanto, o jogador teve de se contentar em ficar na reserva de Careca e Müller.

Com toda a projeção internacional obtida na Copa do Mundo, Casagrande transferiu-se para o futebol europeu, onde foi jogar pelo Porto. Seu passe foi comprado por 1 milhão de dólares, sendo a maior contratação do futebol português até aquele momento. O atacante estreou no dia 11 de janeiro de 1987, num empate em 2–2 com o Vitória de Guimarães no Estádio das Antas, onde marcou um gol.

Casagrande participou da inédita conquista portista na Copa dos Campeões da UEFA de 1986–87 — até então, entre os clubes portugueses, apenas o Benfica havia vencido o mais importante torneio interclubes europeu. No entanto, como havia fraturado a fíbula e rompido os ligamentos do pé esquerdo num jogo contra o Brøndby, da Dinamarca, acabou não saindo do banco de reservas na final contra o Bayern de Munique de Lothar Matthäus e Andreas Brehme.

O jogador disputou apenas nove jogos nos seis meses em que esteve em Portugal, marcando dois gols.

Na Italia, jogou pelo Ascoli e pelo Torino, onde Casagrande alcançou grande sucesso. Não há registros de que o centroavante tenha se exilado por conta da Democracia Corinthiana; suas transferências foram motivadas por oportunidades profissionais na carreira de jogador de futebol.

No Torino se entrosou bem com o belga Enzo Scifo e o atacante italiano Gianluigi Lentini, onde foi campeão da Copa da Itália de 1992–93 e vice campeão da Copa da UEFA de 1991–92, grandes marcas para o time de Turim. Em 1992, marcou os dois gols da primeira partida da final da Copa da UEFA, contra o Ajax. Também no mesmo ano, no derby da cidade de Turim contra a Juventus, Casagrande fez os dois gols da vitória histórica do Torino, a qual o atacante considera uma de suas melhores partidas.

Após seis anos fora do país, Casagrande retornou ao Brasil em 1993, vestindo a camisa do Flamengo, onde voltou a reviver a dupla de ataque com Renato Gaúcho, como nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1986.

Nessa passagem pelo clube carioca, ficou famoso um fato ocorrido durante um jogo contra o Corinthians, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. Em vez de hostilizá-lo, a torcida corinthiana ovacionou seu ex-jogador e, em coro, cantou: "Doutor, eu não me engano, o Casagrande é corinthiano" e "Volta, Casão, teu lugar é no Timão". Emocionado, o jogador atendeu o pedido da torcida e, no ano seguinte, vestiu novamente a camisa do Corinthians.

Atuou em 35 partidas e marcou sete gols, na sua maioria em clássicos.

Na quarta passagem pelo clube do Parque São Jorge, em 1994, alcançou a marca de 256 jogos com a camisa corintiana e 103 gols anotados.

Passou ainda pelo Paulista de Jundiaí, em 1995, antes de encerrar a carreira no modesto São Francisco, da Bahia, em 1996.

Encerrada a carreira de jogador, Casagrande tornou-se comentarista, passando primeiramente pela ESPN, até se firmar como um dos principais comentaristas da TV Globo.

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