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Werner Schünemann

Ator e cineasta brasileiro

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Werner Eduardo Schünemann (Porto Alegre, 21 de fevereiro de 1959) é um ator e cineasta brasileiro. Iniciou sua carreira no teatro. Em seguida, atua como diretor e roteirista, tendo produzido obras que renderam prêmios no circuito cinematográfico do sul do Brasil. Tornou-se nacionalmente conhecido com seu papel como general Bento Gonçalves da Silva, na minissérie A Casa das Sete Mulheres (2003) da Rede Globo.

Neto de alemães, Werner nasceu em Porto Alegre, mas foi criado entre Novo Hamburgo e São Leopoldo. Começou a fazer teatro aos quinze anos, primeiramente na escola e depois no Grupo Faltou o João, no qual estreou em 1979 com o texto de sua autoria Forca: os fortes, apresentado em direção coletiva.

Aos 18 anos, passou a morar em Porto Alegre, onde se graduou em História pela UFRGS. Ao mesmo tempo em que seguia seu trabalho em teatro, foi professor de História numa escola de ensino médio 1980-83) e assinou uma coluna semanal sobre cinema no Jornal NH, de Novo Hamburgo (1981-85). Neste mesmo período, ligou-se ao Grupo Vende-se Sonhos e à turma de jovens cineastas de Porto Alegre, que em três anos realizou três longas-metragens em super-8. Werner foi ator em Deu Pra Ti Anos 70 (1981), estreou como roteirista e diretor em Coisa Na Roda (1982) e foi o protagonista de Inverno (1983). Os filmes foram premiados como Melhor Filme Super-8 em três edições consecutivas do Festival de Gramado.

Werner foi o protagonista de Verdes anos (1984), escreveu e dirigiu Me Beija (1984, prêmio de Melhor Direção no Festival de Brasília) e fez a voz de um dos personagens principais de Aqueles Dois (1985). Seu filme seguinte, O Mentiroso (1988), voltou a ser premiado em Brasília, desta vez como Melhor Filme. Um pouco antes (1987), Werner foi um dos fundadores da Casa de Cinema de Porto Alegre, da qual se desligou em 1991.

Com atuação na política cinematográfica, foi presidente da associação de cineastas do Rio Grande do Sul (APTC/RS, 1997-99) e em seguida da Fundacine, Fundação Cinema RS (1999-2001), tendo sido responsável pela organização, em junho de 2000, em Porto Alegre, do terceiro Congresso Brasileiro de Cinema, onde surgiu o projeto de criação da Ancine.

Na RBS TV, retransmissora local da Rede Globo, dirigiu, atuou e fez locução de programas especiais, e foi narrador dalguns episódios da série Curtas Gaúchos em 2001. No mesmo período, foi chamado para fazer o papel do General Netto no filme Netto Perde Sua Alma, de Tabajara Ruas e Beto Souza. Por esta atuação, foi mais uma vez premiado em Brasília, agora com o Troféu Candango de Melhor Ator, e chamou a atenção da Rede Globo, que o contratou para interpretar outro líder da Guerra dos Farrapos, o General Bento Gonçalves da Silva, na minissérie A Casa das Sete Mulheres (2003). No mesmo ano, atuou em Kubanacan como Alejandro Rivera e dirigiu e roteirizou o documentário Mar doce. Em 2004, na TV, atuou em Senhora do Destino como Comandante Saraiva e em Começar de Novo; no cinema, em Alma mater como pastor Assunção, Didi Quer Ser Criança como Armando, Olga como Arthur Ernest Ewert, Quase Dois Irmãos como Miguel; e no teatro, na peça DNA, Nossa Comédia de Bibi Ferreira.

Em 16 de fevereiro de 2004 lhe foi concedido o título de de “Cidadão Sul-Lourenciano” pela Câmara Municipal de São Lourenço do Sul.

Em 2005, foi Pedro Américo em América e Lobo em Bens Confiscados. Em 2006, foi Bernardo Sayão na minissérie JK, Augusto no especial de fim de ano Dom e rei Lindolfo em O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili e ainda participou na peça Cassino Coração de Marcos Barreto. Em 2007, foi Rodrigo de Carvalho em Amazônia, de Galvez a Chico Mendes e Maximilliam Sullivan em Eterna Magia Em 2008, foi Humberto Silveira em Duas Caras, Tomás da Silva Amarante em Beleza Pura e O Gritador no curta homônimo apresentado em Curtas Gaúchos. No mesmo ano, no cinema, foi George em O Guerreiro Didi e a Ninja Lili e reprisou seu personagem Netto em Netto e o Domador de Cavalos. Em 2009, foi Lázaro em Meninos de Kichute e Cláudio em Destino Encerrou a década atuando como Saulo na novela Passione e Emmanuel no filme Nosso Lar de Wagner de Assis

Em 2012, foi Alberto Galhardo no episódio A Fofoqueira de Porto Alegre da minissérie As Brasileiras, Alberto Assunção em Lado a Lado e Ovídio Moura no filme A Hora e a Vez de Augusto Matraga. Em 2015, deu a vida a Osvaldo Alvarenga Jr. em Babilônia, Quaresma em Vai Que Cola - O Filme e participou de O maníaco do Facebook e Querido Brahms. Em 2016, foi Guido Rigoni Di Marino e Mário Maggione em Haja Coração e fez participação especial em O Último Virgem. Em 2017, foi o conselheiro Francisco Alcino em Tempo de Amar e o professor de Bio - Construindo uma Vida Em 2018, participou do filme Primavera e em 2020, foi Ronaldo Nikavrula em Algo de errado não está certo.

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