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William Dieterle

William Dieterle, (Ludwigshafen am Rhein, Alemanha, 15 de julho de 1893 - Ottobrunn, Alemanha, 9 de dezembro de 1972) fo

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William Dieterle, (Ludwigshafen am Rhein, Alemanha, 15 de julho de 1893 - Ottobrunn, Alemanha, 9 de dezembro de 1972) foi um ator e cineasta que se destacou no cinema norte-americano. Seu nome é mais lembrado pelas biografias que filmou para a Warner Bros. na década de 1930, entre elas as de Louis Pasteur e Émile Zola.

O mais novo dos nove filhos de uma família pobre, Wilhelm Dieterle teve desde cedo de lutar para sobreviver. Começou a atuar em teatros na Alemanha e Suíça ainda na adolescência, até juntar-se a Max Reinhardt na Berlim de 1918. Desde o início da década de 1910, porém, já aparecia em filmes até importantes, como Faust, de F. W. Murnau. A partir de 1923, passou a dirigir os filmes em que atuava, tendo feito uma boa dezena deles. Marlene Dietrich tem papel de destaque no primeiro, Der Mensch am Wege.

Em 1930, Hollywood chamou-o, inicialmente para dirigir e atuar em versões alemãs de filmes estadunidenses, como Moby Dick ou Dämon des Meeres, em que fez o papel de Ahab, interpretado por John Barrymore na versão original. Em seguida, assumiu a forma saxônica de seu nome, William, e subiu um degrau na hierarquia da Warner ao juntar-se ao time principal do estúdio. O primeiro de seus filmes neste novo status foi o elogiado The Last Flight, sobre quatro pilotos que permanecem em Paris após a Primeira Guerra Mundial. Entre filmes de ação, dramas domésticos e dramas sociais, Dieterle foi escalado para dirigir uma série de biografias; uma delas, The Life of Emile Zola, deu-lhe sua única indicação ao Oscar de Melhor Diretor. Trabalhou, depois, na RKO Pictures, MGM, Paramount Pictures etc.

Mesmo não tendo o nome incluído na célebre Lista Negra, Dieterle foi perseguido pelo Macartismo a partir de 1947 por suas ideias liberais. Teve o passaporte cassado em 1951 e passou a ter dificuldades em conseguir bons roteiros. Com a carreira em decadência, foi para a Europa, onde filmou na Alemanha e Itália. De volta aos EUA, dirigiu o desastroso The Confession, que chegou a ser lançado sob três títulos diferentes sem nenhum sucesso.

Segundo críticos e estudiosos do cinema, seus trabalhos mais importantes são: The Last Flight; Her Majesty, Love; Scarlet Dawn (com um forte erotismo típico da era anterior ao Código Hays); Fog Over Frisco; A Midsummer Night's Dream (codirigido pelo velho amigo Max Reinhardt); The Life of Emile Zola; The Hunchback of Notre Dame; All That Money Can Buy (baseado no clássico conto The Devil and Daniel Webster, de Stephen Vincent Benét); Love Letters (quatro indicações ao Oscar) e Portrait of Jennie.

Dieterle casou-se duas vezes, com Elisabeth Daum e depois com Charlotte Hagenbruch. Faleceu aos setenta e nove anos de idade, em 1972. Na década de 1960 dirigiu vários telefilmes em sua terra natal antes de aposentar-se em 1968.

FILHO, Rubens Ewald (2002). Dicionário de Cineastas. São Paulo: Companhia Editora Nacional

FINLER, Joel W., The Movie Directors Story, Nova Iorque: Crescent Books, 1985 (em inglês)

KATZ, Ephraim, The Film Encyclopedia, sexta edição, Nova Iorque: HarperCollins, 2008 (em inglês)

QUINLAN, David The Illustrated Guide to Film Directors, Londres: Batsford, 1983 (em inglês)

William Dieterle no AllRovi (em inglês)

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