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William Harrison Ainsworth

Escritor inglês

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William Harrison Ainsworth (Manchester, 4 de fevereiro de 1805 — Reigate, 3 de janeiro de 1882) foi um escritor inglês. Formou-se em Direito, porém, a profissão de advogado não lhe realizava. Quando ainda completava seus estudos jurídicos em Londres, conheceu o editor John Ebers, naquele tempo gerente do Teatro do Rei, Haymarket. Ebers apresentou Ainsworth aos círculos literários e dramáticos, e à sua filha, que se tornou mais tarde sua esposa.

Ainsworth rapidamente tentou o negócio editorial, mas logo desistiu e dedicou-se ao jornalismo e à literatura. Seu primeiro sucesso como escritor veio com Rookwood, em 1834, que tem Dick Turpin como seu personagem principal. Após este, outros trinta e nove romances se seguiram, sendo o último lançado em 1881.

Ainsworth nasceu em 4 fevereiro de 1805, filho de Thomas Ainsworth, um advogado proeminente de Manchester, e de Ann (Harrison) Ainsworth, filha do ministro unitarista da Manchester Cross Street Chapel, reverendo Ralph Harrison, na casa da família localizada na rua King, número 21, Manchester. Em 4 de outubro de 1806, nasceu o irmão de Ainsworth, Thomas Gilbert Ainsworth. Embora a casa da família tenha sido destruída, era uma construção georgiana de três andares, em uma próspera comunidade. Esta localização influenciou Ainsworth com sua atmosfera romântica e histórica, que existiu até que a comunidade foi mais tarde substituída por prédios comerciais. Além da comunidade, Ainsworth gostava de ler obras românticas, quando criança, e apreciava histórias que continham qualquer tipo de aventura ou temas sobrenaturais. Destes, Dick Turpin era um dos favoritos de Ainsworth. Durante sua infância, adotou ideias jacobitinas e manteve os ideais Tory, além de suas simpatias pelo jacobitismo, mesmo sendo sua comunidade contrária ao ser rigorosamente Whig e não-conformista. Durante esse tempo, Ainsworth começou a escrever prolificamente.

A família de Ainsworth mudou-se para Smedly Lane, ao norte de Manchester, em Cheetham Hill, durante 1811. Eles mantiveram a antiga residência, além da nova, mas residiam na nova casa a maior parte do tempo. O terreno montanhoso ao redor era coberto de matas, o que permitiu a Ainsworth e a seu irmão criarem várias histórias. Quando não estava brincando, Ainsworth era educado por seu tio, William Harrison. Em março de 1817, foi matriculado na Manchester Grammar School, que foi descrita em seu romance Mervyn Clitheroe. O trabalho destacou que sua educação clássica era de boa qualidade, mas foi reforçada por uma disciplina rigorosa e castigos corporais. Ainsworth foi um aluno forte e popular entre seus colegas. Seus dias na escola e com a sua família foram tranquilos, embora houvesse lutas no seio da comunidade de Manchester, o Massacre de Peterloo ocorreu em 1819. Ainsworth esteve ligado ao evento, porque seus tios juntaram-se ao protesto no incidente, mas Ainsworth foi capaz de evitar a maioria dos efeitos políticos posteriores. Naquele tempo, foi capaz de perseguir seus próprios interesses literários e até criou seu pequeno teatro privado dentro da casa da família, na rua King. Junto com seus amigos e irmão, criou e atuou em muitas peças ao longo de 1820.

Durante 1820, Ainsworth começou a publicar muitos de seus trabalhos sob o nome de "Thomas Hall". O primeiro trabalho, uma peça chamada The Rivals, foi publicada em 5 de marco de 1821, na revista Arliss's Pocket. Ao longo de 1821, a revista publicou outros dezessete trabalhos de Ainsworth, sob o nome de "Thomas Hall", "H A" ou "W A". O gênero e formas dos trabalho variavam muito, com alguém afirmando ter encontrado peças de um dramaturgo do século XVII, "William Aynesworthe", que não passavam de suas próprias obras. Este truque foi posteriormente exposto. Em dezembro de 1821, Ainsworth apresentou sua peça Venice, or the Fall of the Foscaris para The Edinburgh Magazine. Eles publicaram longos trechos da peça antes de saudaram Ainsworth como dramaturgo, e com alguém que rivalizava até mesmo com George Gordon Byron. Durante este tempo, Ainsworth contribuiu também com trabalhos para The European Magazine, além de outras revistas, e eles publicaram muitas de suas primeiras histórias. Em 1822, deixou a Manchester Grammar School, enquanto contribuía constantemente para as revistas.

Após deixar a escola, Ainsworth começou a estudar Direito e trabalhou para Alexander Kay. Os dois não se davam bem, e Ainsworth foi acusado de ser preguiçoso. Embora Ainsworth não quisesse seguir a carreira jurídica, seu pai empurrou-o para essa área. Em vez de trabalhar, Ainsworth gastou seu tempo lendo literatura em sua casa, e em várias bibliotecas, inclusive a Biblioteca Chetham. Continuou a trabalhar como advogado em Manchester e ocupou seu tempo, quando não estava trabalhando, ou lendo, no clube de John Shaw. Até o final de 1822, Ainsworth escreveu para The London Magazine, que lhe permitiu aproximar-se de Charles Lamb, a quem enviou poesias para serem avaliadas por Lamb. Depois de receber uma resposta favorável para um conjunto de obras, Ainsworth as teve publicadas por John Arliss como Poems by Cheviot Ticheburn. Fez algumas viagens durante 1822, e visitou seu amigo de infância James Crossley, em Edimburgo. Enquanto estava lá, Crossley apresentou-o para William Blackwood, o dono da Blackwood's Magazine, e, através de Blackwood, foi apresentado a muitos escritores escoceses.

Além de Crossley, outro amigo íntimo de Ainsworth era John Aston, um funcionário que trabalhou na empresa de advocacia de seu pai. Em 1823, Ainsworth e Crossley começaram a escrever muitos trabalhos em conjunto, incluindo o primeiro romance Sir John Chiverton. Ainsworth escreveu a Thomas Campbell, editor da New Monthly Magazine, sobre a publicação do trabalho, porém, Campbell perdeu a carta. Depois de ser questionado por Ainsworth, Crossley viajou para Londres a fim de encontrar-se com Campbell e discutir o assunto antes da visita em novembro. Embora o romance ainda não tivesse sido publicado, em dezembro de 1823, Ainsworth conseguiu que a editora G. e W. Whittaker publicasse uma coleção de suas histórias intitulada December Tales. Durante 1824, Ainsworth pensou em criar sua própria revista, que se tornou The Boeotian e foi publicada pela primeira vez em 20 de março. Contudo, a revista foi encerrada após a sua sexta edição, em 24 de abril.

O pai de Ainsworth morreu em 20 de junho de 1824. Em decorrência disso, Ainsworth tornou-se sócio sênior no escritório de advocacia e começou a se concentrar nos estudos jurídicos. Com este objetivo, viajou para Londres no final de 1824 a fim de estudar com Jacob Phillips, um barrister em King's Bench Walk. Ainsworth viveu no Devereux Court, um lugar que era favorecido por escritores augustos. Durante a sua estada, visitou Lamb, mas se decepcionou com o Lamb real. Ainsworth participou do círculo social de Lamb, e conheceu muitas pessoas, incluindo Henry Crabb Robinson e Mary Shelley. Durante o verão de 1825, Ainsworth viajou para Manchester, a fim de encontrar-se com Crossley antes de viajar para a ilha de Man. Continuou a escrever, e uma coleção de seus poemas chamada The Works of Cheviot Tichburn, with the types of John Leigh foi publicada. Teve também duas obras publicadas em The Literary Souvenir, uma revista publicada por John Ebers.

Em 4 de fevereiro de 1826, Ainsworth atingiu a maioridade. Pouco depois, em 8 de fevereiro, tornou-se advogado do Court of King's Bench. Durante este tempo, ficou amigo de Ebers, que também pertencia a Opera House, Haymarket. Ainsworth ia constantemente ver os espetáculos da casa, e se apaixonou pela filha de Ebers, Fanny, durante suas visitas. O relacionamento com a família Ebers continuou, e John publicou um panfleto de Ainsworth chamado Considerations on the best means of affording Immediate Relief to the Operative Classes in the Manufacturing Districts. O trabalho, dedicado a Robert Peel, discutiu a situação econômica em Manchester, juntamente com o restante da Grã-Bretanha. Em junho, Ainsworth deixou a política e dedicou-se à poesia com a publicação de Letters from Cokney Lands. Enquanto estas eram impressas, Ainsworth continuou a trabalhar em seu romance Sir John Chiverton e buscou publicá-lo.

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