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Xi Zhongxun

Político, República da China

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Xi Zhongxun (chinês: 习仲勋, pinyin: Xí Zhòngxūn; 15 de outubro de 1913 – 24 de maio de 2002) foi um revolucionário comunista e posteriormente um político da República Popular da China. É considerado parte da primeira geração de lideranças da China pós-revolução. Suas contribuições para a Revolução Chinesa e para o desenvolvimento da República Popular, desde a fundação de bases guerrilheiras no noroeste da China nos anos 30, até a iniciação da liberalização econômica no sul da China nos anos 80, são amplas e numerosas. Foi conhecido por sua moderação política e pelos contratempos que enfrentou ao longo de toda sua carreira, tendo sido aprisionado e expurgado diversas vezes. Seu segundo filho é Xi Jinping, atual Secretário-Geral do Partido Comunista da China.

Xi nasceu no dia 15 de outubro de 1913, filho de uma família de proprietários rurais do Condado de Fuping, Xianxim. Ingressou na Liga da Juventude Comunista da China em maio de 1926, participando de manifestações estudantis na primavera do mesmo ano. Sua atividades no movimento estudantil acabaram levando-o a ser preso pelas autoridades nacionais. Ingressou no Partido Comunista da China no ano de 1928, durante o tempo em que esteve na prisão.

No início de 1930, Xi foi escalado pelo partido para trabalhar no Exército Nacionalista de Yan Hucheng. Em março de 1932, liderou uma revolta dentro desse exército em Liangdang, Gansu, mas não obteve sucesso. Posteriormente, juntou-se às guerrilhas comunistas ao norte do Rio Wei. Em março de 1933, juntou-se a Liu Zhidan e outros na fundação da Área Soviética na Fronteira Xianxim–Gansu (Shaangan), e tornou-se o líder da área enquanto liderava as missões de resistência guerrilheira às incursões nacionalistas e de expansão da área soviética. Em 1935, a Área Soviética na Fronteira Xianxim–Gansu e a Área Soviética de Xianxim fundem-se e formam a Área Base Revolucionária do Noroeste, e Xi torna-se um dos líderes dessa nova área. Acaba sendo preso, junto com Liu Zhidan e Gao Gang, em 1935, durante uma campanha de alinhamento esquerdista dentro do partido. De acordo com seu próprio depoimento, estava a quatro dias de ser executado quando Mao Zedong chegou ao local e ordenou que ele e seus camaradas fossem libertos. A base de Xi no noroeste serviu de abrigo para Mao Zedong e para os demais do centro do partido, possibilitando que eles concluíssem a Grande Marcha. É dito que "a Área da Base Revolucionária do Noroeste liderada por Xi salvou o núcleo do partido e o núcleo do partido salvou os revolucionários do Noroeste". A área eventualmente tornou-se o Soviete de Yan'an, quartel-general dos comunistas até 1947.

Durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa, Xi permaneceu no Soviete de Yan'an para gerenciar questões civil e militares, desenvolver a produção econômica no Soviete, e implementar as políticas do partido. Ele ficou conhecido por avaliar as políticas pautando-se em numa análise empírica da situação, muitas vezes resistindo ao extremismo "esquerdista" na implementação das diretivas partidárias. No 7º Congresso Nacional do Partido Comunista da China, realizado em agosto de 1945, foi nomeado membro suplente do Comitê Central e tornou-se vice-diretor do departamento de organização do partido, encarregado de tomar decisões de pessoal. Conforme a Segunda Guerra Mundial foi chegando ao fim, ele derrotou o ataque dos Nacionalistas ao Soviete de Yan'an Soviet em Futaishan e colaborou na fuga da Brigada 359 de Wang Zhen das Planícies do Norte da China.

Guerra Civil Chinesa e transição pós-guerra

Com a explosão em larga escala da guerra civil entre Comunistas e Nacionalistas no início de 1947, Xi permaneceu no noroeste da China para coordenar a proteção e depois retomar o Soviete de Yan'an. Como comissário político, Xi e o Comandante Zhang Zongxun derrotaram os Nacionalistas a oeste de Yan'an na Batalha de Xihuachi em março de 1947. Após Yan'an ser tomada por Hu Zongnan em 19 de março 1947, Xi trabalhou na equipe de Peng Dehuai nas batalhas para recuperar Yan'an e conquistar o noroeste da China.

Dirigiu o trabalho político do Bureau de Assuntos Políticos e Militares do noroeste, o qual foi encarregado de estabelecer a governança comunista para as áreas recém capturadas da região. Nesse aspecto, Xi ficou reputado por suas políticas moderadas e pelo uso de meios não militares para pacificar áreas rebeldes.

Em julho de 1951, após os comunistas derrotarem os exércitos da Facção Ma em Qinghai, grupos remanescentes dos senhores de guerra muçulmanos incitaram rebeliões entre as tribos tibetanas. Entre os que pegaram em armas estava Xiang Qian, chefe da tribo Nganglha, no leste de Qinghai. Quando o Exército Popular de Libertação enviou tropas para reprimir a revolta, Xi interveio para buscar uma solução política. Diversos emissários, incluindo Geshe Sherab Gyatsoand e o próprio Panchen Lama, foram enviados para as negociações. Embora Xiang Qian tenha rejeitado dezenas de ofertas e o Exército Popular de Libertação tenha conseguido capturar suas vilas, Xi continuou a buscar uma solução política. Assim, ele libertou os membros das tribos que haviam sido capturados, ofereceu termos generosos a Xian Qian e perdoou todos os que haviam participado das revoltas. Em julho de 1952, Xiang Qian retornou de seu esconderijo nas montanhas, prometeu sua lealdade à República Popular e foi convidado por Xi para participar da cerimônia de formatura da Faculdade das Nacionalidades, em Lanzhou. Em 1953, Xiang Qian tornou-se o chefe do Condado de Jainca. Mao comparou o tratamento hábil de Xi em relação a Xiang Qian à conciliação de Zhuge Liang e Meng Huo no Romance dos Três Reinos.

Também em 1952, Xi Zhongxun suspendeu a campanha de Wang Zhen e Deng Liqun para implementar a reforma agrária e a ideia de luta de classes nas regiões pastoris de Xinjiang. Xi, baseado em sua experiência na Mongólia Interior, se mostrou contrário à atribuição de rótulos e agitação de luta de classes entre os pastores, mas foi ignorado por Wang e Deng que que dirigiram a apreensão de gado dos proprietários de terras e terras das autoridades religiosas. Tais políticas inflamarem uma insurreição nas regiões pastoris ao norte de Xinjiang, onde o levante de Ospan Batyr havia sido reprimido. Com o apoio de Mao, Xi reverteu essas políticas e libertou mais de mil pastores da prisão.

Quando o 14º Dalai Lama visitou Pequim em 1954 para diversos meses de reuniões políticas e estudos de chinês e marxismo, Xi passou um tempo com o líder tibetano, que carinhosamente recordaria de Xi como sendo "muito amigável, comparativamente mente aberta e muito legal". Como presente, o Dalai Lama deu a Xi um relógio Omega. Quando o irmão do Dalai Lama visitou Pequim no início dos anos 80, Xi ainda usava o relógio.

Carreira política em Pequim e expurgo

Em setembro de 1952, Xi Zhongxun tornou-se chefe do departamento de propaganda do partido e supervisor de políticas culturais e educacionais. No 8º Congresso Nacional do Partido Comunista da China, realizado em 1956, foi eleito como membro do Comitê Central. Em 1959, passou a ser vice-primeiro-ministro e trabalhou com Zhou Enlai dirigindo a legislação do Conselho de Estado e em funções de pesquisa política.

Em 1962, Xi foi acusado de liderar uma facção anti-partido por apoiar a obra "Biografia de Liu Zhidan", sendo expurgado de todas suas posições de liderança. A biografia, escrita por Li Jiantong (李建彤) para homenagear o antigo camarada de Xi que havia morrido como um mártir do partido em 1936, foi acusada de tentar subverter o partido ao reabilitar Gao Gang, outro ex-camarada de Xi que havia sido expurgado em 1954. Xi Zhongxun foi forçado a fazer uma autocrítica e em 1965 foi rebaixado ao cargo de vice-gerente de uma fábrica de tratores em Luoyang. Durante a Grande Revolução Cultural Proletária, foi perseguido, preso e passou um longo período no confinamento em Pequim. Obteve a liberdade em maio de 1975 e foi designado para outra fábrica em Luoyang.

Carreira política em Cantão e reabilitação

Após a Revolução Cultural, Xi foi completamente reabilitado na Terceira Sessão Plenária do 11º Comitê Central do Partido Comunista da China em dezembro de 1978. De 1978 a 1981 desempenhou variadas funções de liderança na província de Cantão, sucessivamente como segundo e depois primeiro secretário provincial, governador e comissário político da Região Militar de Cantão. Em Cantão, estabilizou o governo provincial e deu início ao processo de liberalização da economia.

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