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Yamato (couraçado)

Encouraçado Da Classe Yamato

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O Yamato (大和) foi um navio couraçado operado pela Marinha Imperial Japonesa na Segunda Guerra Mundial, construído pelos estaleiros do Arsenal Naval de Kure. Foi a primeira embarcação da Classe Yamato, sendo junto com seu irmão Musashi os mais pesados e poderosos navios de guerra já construídos na história.

Nomeado em homenagem à província de Yamato, ele foi projetado para combater a frota de couraçados numericamente superior da Marinha dos Estados Unidos, o principal rival do Império do Japão no oceano Pacífico. A construção do Yamato começou em novembro de 1937, sendo formalmente comissionado uma semana depois do Ataque a Pearl Harbor, em dezembro de 1941. A embarcação serviu como nau-capitânia da Frota Combinada, no ano de 1942, com o almirante Isoroku Yamamoto comandando a frota de sua ponte, durante a desastrosa Batalha de Midway. O Musashi assumiu a liderança no início do ano seguinte e o Yamato passou 1943 e boa parte de 1944 movendo-se entre as bases Truk e Kure, principalmente respondendo às ameaças norte-americanas. O navio esteve presente na Batalha do Mar das Filipinas, em junho de 1944, porém não participou do embate.

A única vez que o Yamato disparou seus canhões principais contra alvos inimigos foi em outubro de 1944, durante a Batalha do Golfo de Leyte, quando foi enviado para enfrentar forças norte-americanas que estavam invadindo as Filipinas. As embarcações japonesas acabaram por recuar quando estavam à beira da vitória, acreditando na verdade estarem enfrentando uma frota inteira de porta-aviões, em vez dos pequenos porta-aviões de escolta, que eram a única coisa que separava os couraçados dos principais navios de transporte de tropas.

O equilíbrio de poder no Pacífico ficou definitivamente contra os japoneses no decorrer do ano 1944, com sua frota assolada no início do ano seguinte, tanto pela falta de suprimentos quando de combustível. O Yamato foi enviado para Okinawa em abril de 1945, em uma tentativa desesperada de conter o avanço norte-americano, recebendo ordens para proteger a ilha até a morte. Submarinos e aeronaves inimigas avistaram a força tarefa ao sul de Kyushu, com o couraçado sendo afundado por bombardeiros e torpedeiros, junto com a maior parte de sua tripulação.

O governo japonês adotou uma militância ultranacionalista durante a década de 1930, com o objetivo de expandir o Império do Japão. O país saiu da Liga das Nações em 1934 e renunciou suas obrigações ao tratado. A Marinha Imperial Japonesa começou a planejar os novos couraçados da Classe Yamato logo depois do Japão ter abandonado o Tratado Naval de Washington de 1922, que limitava o tamanho e poder de seus navios de guerra. Os planejadores reconheceram que o país seria incapaz de competir com o número de embarcações que os estaleiros dos Estados Unidos produzissem, caso uma guerra começasse. Assim, os navios de setenta mil toneladas da Classe Yamato foram projetados com capacidade para enfrentar vários outros couraçados inimigos ao mesmo tempo.

A quilha do Yamato foi batida nos estaleiros do Arsenal Naval de Kure em 4 de novembro de 1937, dentro de uma doca seca adaptada especialmente para acomodar seu casco. A doca foi aprofundada em um metro e guindastes capazes de levantar 350 toneladas foram instalados. Sigilo extremo foi mantido durante a construção, com até mesmo um dossel sendo erguido sobre parte da rampa de lançamento, para bloquear a visão do navio. O Yamato foi lançado em 8 de agosto de 1940, com o capitão Miyazato Shutoku no comando. Grande esforços foram tomados para impedir que a inteligência norte-americana descobrisse sobre sua existência e especificações.

A bateria principal do Yamato consistia em nove canhões navais Tipo 94 de 460 mm – o maior calibre de artilharia naval já instalado em um navio de guerra na história, embora os projéteis não fossem tão pesados quanto aqueles usados pelos canhões britânicos de 460 mm na Primeira Guerra Mundial. Cada canhão tinha 21,13 m de comprimento, pesava 147,3 t e era capaz de disparar balas explosivas ou antiblindagem a 42 km de distância. Sua bateria secundária era formada por doze canhões de 155 mm, montados em quatro torres triplas (uma na proa, uma na popa e duas a meia-nau) e doze canhões antiaéreos de 127 mm, instalados em seis torres duplas (três em cada lado a meia-nau). Estas torres tinham sido retiradas dos cruzadores da Classe Mogami, que estavam sendo convertidos para possuir uma bateria principal de 203 mm. Além disso, o Yamato carregava 24 canhões automáticos antiaéreos de 25 mm montados principalmente a meia-nau. O navio passou por reformas em 1944 e 1945, com a configuração da bateria secundária sendo alterada para seis canhões de 155 mm, 24 canhões de 127 mm e 162 canhões automáticos de 25 mm.

O Yamato foi projetado para poder combater vários navios ao mesmo tempo, sendo equipado com uma blindagem pesada sem paralelos para combates de superfície. O cinturão principal de blindagem tinha 410 mm de espessura, com suas anteparas transversais chegando a uma grossura de 355 mm na área da cidadela. Além disso, a parte superior do casco era curvada para fora, algo que maximizava a proteção e rigidez ao mesmo tempo que otimizava a altura. As torres de artilharia principais contavam com uma blindagem de 650 mm de espessura. As placas blindadas tanto do cinturão quanto das torres de artilharia eram feitas de aço reforçado. O convés superior era blindado com uma liga especial de níquel-cromo-molibdênio que tinha de 200 a 230 mm de espessura. As altas quantidades de níquel na liga permitiam que a placa fosse entortada e dobrada sem desenvolver propriedades de fratura. A técnica então relativamente recente da soldagem foi empregada por todo o navio, fortalecendo a durabilidade das placas de blindagem.

O Yamato passou por seus testes marítimos em outubro ou novembro de 1941, alcançando uma velocidade máxima de 27,6 nós (50,7 km/h). Prioridade foi dada para a aceleração da construção militar enquanto a guerra se aproximava. O navio foi formalmente comissionado meses antes do esperado, durante uma cerimônia mais austera do que o normal, no dia 16 de dezembro, pouco mais de uma semana após o Ataque a Pearl Harbor e a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, já que japoneses ainda queriam esconder as características da embarcação. No mesmo dia, o capitão Gihachi Takayanagi assumiu o comando e o Yamato juntou-se à 1ª Divisão de Couraçados ao lado do Nagato e do Mutsu.

Em 12 de fevereiro de 1942, o navio tornou-se a nau-capitânia da Frota Combinada liderada pelo almirante Isoroku Yamamoto. Este era um veterano da Batalha de Tsushima, na Guerra Russo-Japonesa, e também o principal responsável pelo planejamento do Ataque a Pearl Harbor, desejando um confronto decisivo contra os Estados Unidos no Atol Midway. O Yamato participou de alguns jogos de guerra e então partiu para a Baía de Hiroshima em 27 de maio, junto com o grupo de couraçados de Yamamoto. Decifradores norte-americanos estavam cientes das intenções do almirante e a subsequente Batalha de Midway, travada entre 3 e 7 junho, mostrou-se desastrosa para a força de porta-aviões japoneses, com 4 porta-aviões e 332 aeronaves destruídas. Yamamoto exerceu o comando geral das forças a partir da ponte de comando do Yamato, porém seu plano havia dispersado seus navios a fim de atrair os norte-americanos para uma armadilha, com o grupo de couraçados estando muito distante para poder participar da batalha. O almirante emitiu ordens no dia 5, para que as embarcações restantes voltassem para o Japão, assim o Yamato recuou até a Ilha de Hashira antes de voltar para Kure.

Ele partiu para Truk em 17 de agosto de 1942. O Yamato passou onze dias no mar até ser avistado pelo submarino norte-americano USS Flying Fish, que disparou quatro torpedos, os quais erraram o alvo. O navio chegou em segurança em Truk, mais tarde no mesmo dia. Ele permaneceu no local durante toda a Batalha de Guadalcanal por falta de munição de 460 mm adequada para bombardeamento, pelos mares não mapeados de Guadalcanal e também por seu alto consumo de combustível. Ao final do ano, o capitão Chiaki Matsuda assumiu o comando da embarcação.

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