José Roberto da Silva Júnior (São Paulo, 6 de julho de 1974), mais conhecido como Zé Roberto, é um ex-futebolista brasileiro que atuava como meio-campista, volante ou lateral-esquerdo.
Jogou por grandes clubes do futebol mundial, sendo grande ídolo da Portuguesa, do Santos, do Grêmio, do Palmeiras e do Bayern de Munique. Representou também a Seleção Brasileira, conquistando duas Copas América e duas Copas das Confederações, além de ter sido titular na Copa do Mundo de 2006. Era integrante do movimento Bom Senso F.C., que reivindicava uma melhor estrutura para o futebol do Brasil.
Atualmente é embaixador do Palmeiras, realizando ações de marketing pelo mundo e ações sociais dentro do Brasil, além de representar o clube em eventos, quando necessário. Anteriormente ocupou o cargo de assessor técnico, onde atuava diretamente com os jogadores e a comissão técnica.
Zé Roberto começou nas categorias de base do Palestra de São Bernardo, onde sempre apresentou um futebol diferenciado. Caracterizado pelos belos dribles e passes geniais, o jogador despertou o interesse da Portuguesa, que o levou para atuar na base logo no começo da década de 90.
Em 1994, fez a sua estreia como profissional pela Portuguesa. Seu destaque foi dois anos mais tarde, em 1996, quando ainda jogava como lateral-esquerdo. Acabou levando a Lusa para a final do Campeonato Brasileiro, após um oitavo lugar na fase classificatória e vitórias sobre Cruzeiro e Atlético Mineiro. No grande jogo decisivo contra o Grêmio, em 11 de dezembro, a Portuguesa venceu por 2 a 0 na ida, mas na volta, quatro dias mais tarde, foi derrotada pelo mesmo placar. O critério que desempatou foi a posição na fase classificatória, em que o clube gaúcho ficou duas posições à frente. Ao fim do campeonato, Zé Roberto foi escolhido o melhor lateral-esquerdo do torneio na premiação Bola de Prata. Tal prêmio fez com que o jovem de 22 anos ganhasse destaque internacional, atraindo o interesse de grandes clubes europeus.
Seu último ano na Portuguesa foi em 1996, quando transferiu-se oficialmente para o Real Madrid em janeiro de 1997. Sua camisa na época era a 21, que foi deixada pelo meio-campista espanhol Luis Enrique. A negociação girou em torno de 9 milhões de euros, o equivalente a 41,6 milhões de reais, se tornando a maior transação do futebol brasileiro envolvendo um lateral esquerdo. Apesar do grande assédio a Zé Roberto, ele produziu abaixo do esperado, sendo pouco aproveitado nas partidas da La Liga e atuando muitas vezes entre os reservas da equipe, disputando 23 partidas no total.
Seu rendimento baixo resultou em empréstimo ao Flamengo na mesma temporada. Chegou a tempo de disputar o Campeonato Carioca de 1998 sob o comando de Paulo Autuori, ao lado de grandes jogadores como Romário, Palinha, Juan e seu amigo Rodrigo Fabri, presente no vice-campeonato de 1996 com a Portuguesa. Tinha feito uma boa temporada com a camisa do clube carioca, o suficiente para o levar de volta à Europa. Após o termino do seu empréstimo com o Flamengo, o Real Madrid o negociou com o futebol alemão, sendo contratado pelo Bayer Leverkusen.
Mesmo com certas turbulências, Zé alcançou o topo de sua carreira na Europa, quando chegou a Alemanha para se acertar com o Bayer Leverkusen no final da década de 90. Por lá, jogou ao lado de grandes personagens do futebol internacional como o meia Michael Ballack, o goleiro Hans-Jörg Butt e o centroavante búlgaro Dimitar Berbatov. Essa passagem foi o início de uma grande amizade com o zagueiro Lúcio, que tinha acabado de sair do Internacional em uma cara negociação. Futuramente, ambos seriam companheiros no Bayern de Munique, época mais vitoriosa da dupla e da Seleção Brasileira treinada por Carlos Alberto Parreira. Juntos, levaram o clube alemão ao grande auge. Foram vice-campeões do campeonato nacional nas temporadas 1998–99 e 2001–02, além de chegarem a final da Liga dos Campeões contra o Real Madrid, ex-clube de Zé Roberto. Nessa final, o já meio-campista não jogou, e sua equipe acabou derrotada por 2 a 1.
No total pelo Leverkusen, o brasileiro atuou em 150 partidas, marcou 19 gols e distribuiu 42 assistências.
Em 2002, então, iniciou sua primeira passagem por outro clube alemão: o poderoso Bayern de Munique. Pelos Bávaros, Zé Roberto viveu uma das melhores fase da sua carreira e conquistou diversos títulos. Deixou o time pela primeira vez em 2006, após perder espaço na equipe com a chegada do treinador Felix Magath. O meia, que ainda retornaria ao clube entre 2007 e 2009, tornou-se ídolo em Munique, atuou em 248 partidas e marcou 20 gols.
Livre no mercado após deixar o Bayern em 2006, Zé Roberto assinou, por meio de seu empresário Juan Figer, um contrato de três anos com o Nacional de Montevidéu, clube pelo qual ele nunca atuaria.
Foi anunciado como reforço do Santos no dia 31 de agosto de 2006, fechando contrato por empréstimo até junho de 2007. Após ter realizado uma boa Copa do Mundo FIFA, Zé Roberto chegou no clube da Vila Belmiro e recebeu a camisa 10. O meia correspondeu às expectativas e foi o principal jogador da equipe no Campeonato Brasileiro, competição em que o Peixe terminou em 4º lugar.
Em maio de 2007 sagrou-se campeão do Campeonato Paulista, seu primeiro troféu conquistado no Brasil. Além do título, foi eleito o melhor jogador da competição. Já pela Copa Libertadores da América, principal meta do Santos no ano, ajudou o time a chegar na semifinal. Em 8 de junho anunciou, em entrevista coletiva no Centro de Treinamento Rei Pelé, que deixaria o Peixe após dez meses, além de renunciar à convocação da Seleção Brasileira para a disputa da Copa América na Venezuela. Nos dez meses que vestiu a camisa alvinegra, Zé Roberto fez 61 jogos, marcou 14 gols e deu nove assistências.
O contrato de Zé Roberto com o Bayern de Munique durou até 30 de junho de 2009. Os bávaros chegaram a lhe oferecer uma renovação por apenas uma temporada, mas o jogador recusou. Como já estava adaptado ao futebol alemão, Zé Roberto foi anunciado oficialmente como reforço do Hamburgo no dia 2 de julho de 2009, assinando um contrato de dois anos. O jornal Der Spiegel relatou que o clube pagou 4 milhões de euros em bônus de assinatura a Juan Figer, empresário do brasileiro.
Em maio de 2011, após o fim do contrato, Zé Roberto anunciou que deixaria a equipe.
No dia 10 de julho de 2011, o jogador foi anunciado pelo Al-Gharafa, do Catar. Zé Roberto chegou para substituir o também meia Juninho Pernambucano, que havia retornado ao Vasco da Gama.
Estreou dando duas assistências pelo Campeonato Saudita. Marcou nove gols, deu duas assistências e foi candidato a melhor jogador da competição.
Foi anunciado como novo reforço do Grêmio no dia 4 de maio de 2012, assinando contrato de um ano. O jogador se apresentou no dia 4 de junho, recebendo a camisa 10 e tornando-se um dos destaques do time, juntamente com Elano, Gilberto Silva, Marcelo Moreno e Marcelo Grohe.