Zanzibar é uma região semiautônoma insular que se uniu a Tanganica em 1964 para formar a República Unida da Tanzânia. O território da região semiautônoma compreende o Arquipélago de Zanzibar, localizado no oceano Índico, entre 25 e 50 km na costa leste do continente africano, e consiste em várias ilhas pequenas e duas grandes: Unguja (a ilha principal, referida informalmente como Zanzibar) e Pemba, que estão separadas do continente pelo Canal de Zanzibar. A capital é a cidade de Zanzibar, localizada na ilha de Unguja.
O nome da ilha é um indicador da arabização da costa da África oriental: em suaíli, a ilha se chamava Unguja, mas os árabes a chamavam Zanj-Bar (zanj: negros; bar: costa), isto é, Costa dos Negros, onde havia um porto muito procurado.
Zanzibar e Pemba albergaram provavelmente as primeiras povoações muçulmanas da costa da África oriental: em Kizimkazi, na ilha de Zanzibar, há uma inscrição numa parede que afirma que o "Shaikh al-Sayis Abi Amran" ordenou a construção duma mesquita naquele lugar, "no primeiro dia do mês de Dhul-Qada do ano 500" (da Hégira), o que significa o dia 27 de julho de 1107.
Por essa altura, Zanzibar importava cerâmica do golfo Pérsico e rapidamente se tornaria uma base para mercadores árabes. O primeiro europeu a visitar a ilha foi Vasco da Gama, em 1499, acabando os portugueses por estabelecer aí um entreposto comercial e uma missão católica, dominando o território durante dois séculos.
Em 1698, o sultanato de Omã tomou Zanzibar, que se tornou o entreposto comercial do oceano Índico Ocidental, vendendo escravos e marfim no mundo árabe, na Índia e através do Oceano Atlântico. Em 1841, o sultão Said Ibn (1805 - 1856) mudou a sua corte de Omã para Zanzibar. Em 1873, John Kirk, cônsul britânico entre 1866 e 1887, persuadiu o sultão a pôr fim ao tráfico de escravos. Entre 1890 e 1963, Zanzibar foi um protectorado britânico.
Zanzibar obteve a independência e tornou-se uma monarquia constitucional em 1963, mas o sultão foi deposto numa revolução e o país uniu-se ao Tanganica em 1964 para formar a Tanzânia. Apesar de fazer parte da Tanzânia, Zanzibar elege o seu próprio presidente, que funciona como chefe do governo da porção insular e uma assembleia denominada "Conselho Revolucionário".
Zanzibar é um grande produtor de especiarias, incluindo o cravinho, a canela e pimenta.
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