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Revolução Iraniana

Revolução política iraniana

5 min de leitura01/01/2024
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A Revolução Iraniana, ocorrida em 1979, transformou o Irã, até então uma monarquia autocrática pró-Ocidente comandada pelo Xá Mohammad Reza Pahlavi, em uma república islâmica teocrática sob o comando do aiatolá Ruhollah Khomeini.

Após o golpe de Estado iraniano de 1953, Pahlavi se aliou aos Estados Unidos e ao Bloco Ocidental para governar com mais firmeza como um monarca autoritário. Ele contou fortemente com o apoio dos Estados Unidos para se manter no poder, que ocupou por mais 26 anos.

Em 1964, o aiatolá Khomeini foi mandado à prisão e exílio, em meio a tensões maciças entre Khomeini e o xá. As manifestações começaram em outubro de 1977, evoluindo para uma campanha de resistência civil que incluía elementos seculares e religiosos.

Os protestos se intensificaram rapidamente em 1978 como resultado do incêndio do Rex Cinema que foi visto como o estopim da revolução, e entre agosto e dezembro daquele ano, greves e manifestações paralisaram o país.

Em 16 de janeiro de 1979, o xá deixou o Irã e foi para o exílio como o último monarca persa, deixando suas funções para um conselho de regência e Shapour Bakhtiar baseado na oposição, que era um primeiro-ministro. O aiatolá Khomeini foi convidado a voltar ao Irã pelo governo, e voltou a Teerã onde foi saudado por milhares de iranianos. O povo iraniano votou em um referendo nacional para se tornar uma república islâmica em 1 de abril de 1979 e para formular e aprovar uma nova Constituição republicana teocrática, segundo a qual Khomeini tornou-se líder supremo do país em dezembro de 1979.

A revolução foi incomum pela surpresa que causou em todo o mundo. Faltavam-lhe muitas das causas habituais de revolução, como derrota na guerra, crise financeira, rebelião camponesa ou militares descontentes; ocorreu em uma nação que estava experimentando relativa prosperidade; produziu mudanças profundas em grande velocidade; era extremamente popular; resultou no exílio de muitos iranianos; e substituiu uma pró-ocidental secular autoritária monarquia por uma anti-ocidental islâmica teocracia.[carece de fontes?]

Para efeito de análise histórica, a Revolução Iraniana é dividida em duas fases: na primeira, houve uma aliança entre grupos liberais, grupos de esquerda e religiosos para depor o xá; na segunda, frequentemente chamada Revolução Islâmica, viu-se a chegada dos aiatolás ao poder.

A impopularidade do regime dos xás: o xá foi obrigado a promover a revolução branca, pressionado pelas potências ocidentais (Reino Unido e Estados Unidos). A cultura ocidental estava penetrando no Irã na mesma proporção da opressão do regime político.

Repressão política executada pelo SAVAK, a polícia secreta iraniana, que empregava censura e recorreria a prisões, tortura de dissidentes, assassinatos de opositores ao regime implantado pelo xá Pahlevi.

Os problemas do regime: a pobreza e a inflação, resultado das ações do xá Reza Pahlevi, foram objetos de programa econômico do governo, porém sem sucesso.

O crescimento da rivalidade islâmica que se opôs à ocidentalização do Irã e viu em Aiatolá Khomeini um promotor da Revolução.

A subestimação do movimento islâmico do Aiatolá Khomeini pelo xá, pensando que esse movimento seria uma ameaça menor em comparação aos comunistas, algo comum no contexto da Guerra Fria.

O xá estava no poder desde 1941, com uma curta interrupção em 1953 quando teve que abandonar o país. Retornou no mesmo ano ao depor o governo democraticamente eleito de Mohammad Mosaddeq, com a ajuda de uma operação da CIA porém, conflitou com as visões tradicionais do Alcorão, como o jogo e as relações sexuais antes do casamento, as quais se recusou a banir. O regime era conhecido por sua corrupção política e práticas brutais, as quais, como resposta, suscitavam protestos tanto internos quanto da comunidade internacional.

Uma forte oposição surgiu durante o regime do xá. Particularmente importante era a oposição religiosa, que crescia desde longa data. A Ulema, ou comunidade de estudiosos das leis islâmicas, unia preocupações religiosas e seculares com uma longa história de ativismo social. Assim, mesclava oposição à brutalidade do governo a um forte compromisso em lutar contra a pobreza.

Seu ativismo se mostrava conservador aos valores islâmicos e, à medida que crescia, o governo reprimia violentamente os dissidentes. Em 1963, por exemplo, estudantes islâmicos foram violentamente atacados quando protestavam contra a abertura de um bar quando decidiram enfrentar os religiosos com violência, prendendo e matando manifestantes. Não se sabe quantos morreram nesta campanha: o regime de Pahlevi falou em 86 mortos; os religiosos afirmaram que foram milhares.

De 1963 a 1967 a economia iraniana cresceu consideravelmente, graças aos aumentos do preço do petróleo e também com a exportação de aço. A inflação cresceu no mesmo período e, embora a economia crescesse, o padrão de vida dos pobres e das classes médias urbanas não melhorava. Ao invés disso, apenas a rica elite e os intermediários das companhias ocidentais é que se beneficiavam com as extravagâncias do xá.

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